Admito que tive certa relutância em começar a assistir uma série como Rick and Morty. Afinal, o que poderia me esperar de divertido em uma história em que os personagens principais são um cientista alcoólatra e seu neto bundão medroso em aventuras através do espaço e das dimensões? Felizmente, resolvi dar uma chance para a obra e, bem, digamos que me arrependo muito de não ter visto ela mais cedo.

Como falei antes, a história tem como centro Rick, um cientista capaz de criar engenhocas absurdas a partir de lixo e sucata, levando seu neto Morty pela galáxia para ajudá-lo em seus planos malucos – leia-se “crimes hediondos” que vão de contrabandear itens a fabricar armas para assassinos intergalácticos. Em meio a tudo isso, Rick deve lidar com o resto de sua família comum, que frequentemente se envolve em encrencas por culpa do avô.

O mais interessante de Rick and Morty, porém, é a maneira maluca como ele lida com a ciência e as possibilidades da viagem dimensional. Seu mundo foi tomado por uma doença que transformou todos em monstros? Calma, é só se transportar para uma dimensão em que você encontrou uma cura. Precisando de uma bateria para o carro? Então que tal criar um microuniverso que gera a energia para você? A Federação Galáctica está atrás de você por ser um dos maiores terroristas do mundo? Basta juntar os “você” de milhares de outras dimensões e criar sua própria cidadela.

Parece completamente absurdo? E é. Mas também genial como poucas animações conseguem ser. Dito isso, não recomendamos que você assista a animação pouco antes de ir para a cama – sua cabeça vai acabar tão cheia de teorias a cada episódio que vão se passar algumas horas até conseguir sossegar e dormir.

Se você gostou da proposta, por fim, recomendamos que seja rápido e clique aqui para começar a assistir o quanto antes. Isso porque a série vai sair do catálogo da Netflix no dia 1 de abril, então o tempo é curto para assistir suas duas temporadas de dez episódios.

Paulo Guilherme é redator do TecMundo e investe suas horas livres em jogar cards, RPGs de mesa e todos os games da Nintendo que puder colocar em mãos, além de devorar mangás e animes no pouco tempo que sobra.

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