Google vai mostrar resultados mais relevantes às notícias que você assinou em alguma serviço pago de publicações quando estiver procurando por algo na plataforma. A partir de agora, o material ficará no topo da resposta às buscas. A medida seria parte de mais um esforço conjunto com as empresas de conteúdo para fortalecer o setor.

Periódicos como Wall Street Journal, New York Times e Washington Post estão em campanha, em busca de assinantes

Jornais e revistas vêm sofrendo várias reformulações ao longo dos anos, para ajustar as receitas, que não contam mais com a entrada de verba massiva de anúncios — e até a contratação de publicidade também tem caído. Como os preços da impressão e do papel não acompanharam a queda, muitos grupos de mídia tiveram que revisar suas equipes e estratégias, inclusive de retenção de seguidores.

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Periódicos como o Wall Street Journal, o New York Times e o Washington Post estão em plena campanha para que os leitores paguem por suas matérias. Muitos usam novas ferramentas do Google e do Facebook para gerar inscrições, argumentando que as gigantes da tecnologia deveriam ajudar a apoiar o jornalismo confiável em um momento no qual suas plataformas têm sido exploradas para publicar notícias falsas.

Facebook, Apple e Google têm buscado alternativas

O Facebook recentemente mudou o algoritmo de seu Feed de Notícias, de forma que na verdade diminuiu a presença dessas publicações na rede social. A companhia tenta compensar com alternativas de monetização. Em outubro do ano passado, por exemplo, iniciou um teste de paywall — acesso restrito ao conteúdo, com liberação mediante pagamento — em seus Artigos Instantâneos. Em fevereiro, anunciou um programa para ajudar os jornais de metrôs a aumentar o número de assinantes.

Parcerias com gigantes da tecnologia por enquanto não rendem muita receita aos jornais e revistas

Nesta semana, a Apple comprou a Texture, um tipo de “Netflix para revistas”, e reforçou o compromisso em se empenhar por um jornalismo de qualidade. A Gigante das Buscas, também interessada em combater as fake news, pode compartilhar dados de pesquisa que mostram quem é mais suscetível a pagar pelo conteúdo, algo que pode ser exibido junto com outras sugestões em um evento em Nova York, no dia 20 de março — mas nada disso está confirmado pelo pessoal de Mountain View.

Por enquanto, nenhum desses esforços parecem estar surtindo grandes efeitos. O grupo Digital Content Next, que representa o Financial Times, a Bloomberg News, o New York Times e outros periódicos, afirma que o Facebook e o Google estão presentes em apenas 5% da receita digital.

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