Em 2010, vários nomes importantes do meio das publicações impressas — que já estavam migrando para o formato digital — decidiram se unir para oferecer uma central que unisse o conteúdo em oferta de assinatura mensal. Assim, os grupos Condé Nasts, Hearst, Meredith, Rogers Media e KKR se uniram para formar a Texture, uma espécie de “Netflix para revistas”. O negócio deu certo e a Apple agora assume esse conglomerado, por um valor não divulgado.

Texture é composto por várias revistas famosas, a exemplo de GQ, Car and Driver, Esquire, Entertainment Weekly, National Geographic, Vanity Fair, Bon Appétit

“Estamos entusiasmados com a Texture se juntando à Apple, com um impressionante catálogo de revistas de muitos dos principais editores de todo o mundo. Estamos comprometidos com o jornalismo de qualidade de fontes confiáveis e com a continuação da produção de histórias projetadas de um jeito lindo e atraente para os usuários”, destacou Eddy Cue, vice-presidente sênior de Software e Serviços da Internet da Maçã.

O Texture pode ser utilizado por US$ 9,99 (cerca de R$ 32,60, sem taxas) mensais, que dão direito a 200 periódicos via streaming, disponíveis para leitura em dispositivos iOS, Android, Kindle Fire e Windows 8 e 10. Não há números exatos porque a empresa é privada, porém, o CEO John Loughlin havia dito em 2015 que contava com centenas de milhares de usuários ativos e a receita havia chegado a US$ 20 milhões naquele ano, com alta de 50% — e a expectativa era de repetir ou superar essas cifras em 2017.

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A dúvida agora fica com relação à forma que a Gigante de Cupertino vai explorar a leitura de fontes populares, a exemplo da GQ, Car and Driver, Esquire, Entertainment Weekly, National Geographic, Vanity Fair, Bon Appétit, entre outras. E, o mais importante, se ela vai embutir essas opções em seus serviços e gadgets, tornando-os exclusivos e limitando o material ao Android e ao Kindle, por exemplo. O jeito é aguardar para ver.

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