Uma médica norte-americana perdeu sua licença para exercer a profissão no estado norte-americano de New Hampshire por, essencialmente, não saber usar o computador. Dra. Anna Konopka tem 84 anos e, até agora, se recusava a aderir ao que ela chama de “medicina eletrônica”. Konopka entrou na Justiça para reaver sua licença, mas um juiz local recusou o pedido.

Dra. Konopka falhou em demonstrar nessa liminar que permitir que ela volte a praticar medicina é algo apropriado

“Sob essas circunstâncias, a Dra. Konopka falhou em demonstrar nessa liminar que permitir que ela volte a praticar medicina é algo apropriado. Julgar a seu favor seria ignorar os processos estabelecidos pela legislatura e também regular sobre a prática da medicina neste estado”, afirmou o juiz em sua sentença.

Depois dessa negativa, em entrevistas com o ArsTechnica, a Dra. Konopka afirmou que estava disposta a aprender a usar o computador para conseguir cumprir com as obrigações legais da prática da medicina no estado onde vive. Contudo, o conselho de medicina local chegou a afirmar que não pode devolver a licença à médica porque ela teria desistido do documento voluntariamente. Konopka nega isso e afirma que foi coagida pelo conselho a devolver a licença.

Mais problemas

Não há detalhes públicos sobre o caso, mas existem múltiplas reclamações e acusações contra a médica. Segundo o conselho local, ela foi punida por contrariar as regras de “registro na precisão de remédios e também pelo processo de tomada de decisões médicas”. Isso indica que a licença de Konopka pode ter sido cassada não apenas pelo fato de ela se recusar a usar a plataforma online para registro de prescrições, mas também por outros problemas.

Dra. Konopka afirma que tem cerca de 30 pacientes recorrentes que precisam de seus cuidados no local onde vivem e, por isso, quer reabrir seu consultório. Essas pessoas teriam baixa renda e morariam em locais isolados, o que dificulta o acesso a outros médicos mais caros e mais distantes.