Os algoritmos do buscador da Google voltaram ao centro da polêmica, desta vez no que toca as notícias sobre o atirador do Texas. No domingo (5), Devin Patrick Kelley abriu fogo em uma igreja batista e matou pelo menos 26 pessoas e deixou ao menos outras 20 feridas. Depois disso, as buscas pelo seu nome no Google têm retornado resultados no mínimo inusitados.

De acordo com reportagem do TechCrunch, tal pesquisa dá destaque a uma série de notícias falsas que colaboram para a desinformação. Graças ao acesso que o buscador tem aos tópicos mais comentados do Twitter, o cruzamento de informações faz os algoritmos destacarem fake news que colocam Kelley como membro de grupos antifascistas, apoiador do Partido Democrata ou mesmo como adepto do islã — e nenhuma dessas possibilidades foi confirmada pelas autoridades que investigam o caso.

Alguns tweets citados pelo Google sequer são classificados como “popular no Twitter”. O selo aparece em algumas postagens, mas algumas são identificadas apenas como “no Twitter”, o que gera ainda mais controvérsia em torno do enfoque dado pela ferramenta de buscas mais usada no mundo.

É lógico que os algoritmos levam em conta também os comportamentos de busca do próprio usuário para selecionar conteúdo relevante. E o problema pode morar justamente aí: se alguém procura por possíveis relações entre o atirador do Texas e grupos antifascistas ou o Partido

A Google se posiciona

Em comunicado, a Google afirma que as informações provenientes do Twitter são “uma conversação dinâmica” atualizada “quase em tempo real”. A empresa defende também que o box com tweets populares sobre o tema aparece abaixo da caixa das principais notícias. Apesar disso, a gigante das buscas garante estar comprometida em aprimorar seus algoritmos cada vez mais.

Confira o comunicado na íntegra:

Os resultados das buscas que aparecem do Twitter, as quais são destacadas conforme os nossos algoritmos de ranqueamento, estão mudando a cada segundo e representam uma conversação dinâmica desenvolvida quase em tempo real. Sobre as solicitações em questão, elas não são os primeiros resultados exibidos no na página. Em vez disso, eles aparecem depois das fontes de notícias, incluindo o carrossel Principais Notícias, o qual é atualizado constantemente. Nós continuaremos a procurar maneiras de aprimorar a forma de ranquear os tweets que aparecem na busca, finaliza.

Todo esse imbróglio não atinge o Brasil porque, o Google não exibe aqui os resultados do Twitter em destaque como faz com as principais notícias relacionadas ao tema pesquisado.

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