Google anunciou hoje (02) que está modificando suas regras de indexação de resultados de buscas para que sites de notícias que cobram assinaturas de seus leitores não sejam mais penalizados no buscador. Até agora, publicações que tinham o famoso “paywall” precisavam disponibilizar uma quantidade fixa de notícias gratuitamente para os usuários que chegavam através do Google ou não teriam resultados de suas notícias indexados.

Com as novas regras, os veículos poderão escolher se vão liberar notícias e artigos diariamente de forma gratuita para os usuários do buscador. Os que desejarem manter artigos gratuitos para leitores que chegam através do Google também terão a liberdade de determinar a quantidade específica diária.

Com isso, publicações de conteúdo premium que cobram assinatura poderão manter sua fonte de renda com os leitores e ainda ter a chance de atrair mais pessoas através dos resultados de busca. Grandes veículos como o The Financial Times e The Wall Street Journal sempre estiveram relutantes em fazer parcerias com a Google para desenvolvimento de novos produtos porque acreditavam que a forma como a empresa agia na web impedia que o formato de notícias por assinatura na internet se tornasse popular.

Renda de publicidade na internet não permite que uma publicação tenha jornalistas trabalhando em matérias investigativas, por exemplo

Isso acontece em um momento em que a renda vinda da publicação em papel não é mais suficiente para manter grandes jornais em circulação, e a renda de publicidade na internet não permite que uma publicação tenha jornalistas trabalhando em matérias investigativas, por exemplo, que demandam muito tempo de pesquisa e produção.

A Google também anunciou estar trabalhando em uma forma de facilitar o processo de assinatura para novos leitores nesses veículos. Eles poderiam pagar por notícias diretamente com sua conta Google, sem ter a necessidade de fazer um novo cadastro e inserir dados de cartão de crédito.

Diferente de sua posição de anos atrás, quando a Google trocava farpas publicamente com veículos jornalísticos, agora a empresa afirma que “tem o interesse inerente de ajudar os publicadores a terem sucesso”.

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