Ontem (14), o Facebook foi denunciado por permitir que anunciantes pudessem fazer campanhas focadas em neo-nazistas através de frases e buscas do tipo: “como queimar judeus”, “Hitler não cometeu crime algum” e por aí vai. Hoje, entretanto, o BuzzFeed e o Daily Beast descobriram que era possível fazer praticamente a mesma coisa no Google e no Twitter.

Ou seja, suprematistas brancos, nazistas e apologistas do antissemitismo em geral poderiam desenvolver campanhas divulgando o ódio nessas plataformas quase que livremente. As políticas de uso dos recursos publicitários tanto do Facebook quanto de Google e Twitter afirmam que isso é proibido, mas várias palavras-chave usadas para atingir essa parcela da população estavam disponíveis para uso.

Sugestões

O Google inclusive sugeria que os anunciantes focassem suas propagandas em usuários que já buscaram coisas como “judeus parasitas”, “o mal judeu” e “pessoas negras estragam tudo”. Frases relacionadas a teorias conspiratórios envolvendo judeus e negros também faziam parte das sugestões. Quando alertada pelo BuzzFeed, a Google prontamente removeu esses e outros termos das sugestões para anunciantes e impediu que tópicos relacionados pudessem ser utilizados.

No Twitter, entretanto, não parecia haver muitas limitações para evitar propaganda de ódio. Era possível fazer anúncios ligados a termos simples como “nazi”, “wetback” (costas molhas – termo pejorativo para imigrantes que chegam aos EUA, especialmente mexicanos) e até um termo em inglês que pode ser traduzido como “preto” para o português, mas que tem um significado extremamente pejorativo e é largamente rechaçado. O Twitter foi notificado, mas não há uma resposta oficial da empresa indicando se os termos foram ou não eliminados de sua plataforma de anúncios.

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