A web é um espaço de compartilhamento e, antes disso, até mesmo a conexão com a internet pode ser compartilhada. A popularização das redes sem fio nos últimos anos trouxe consigo um fenômeno interessante: o aumento no número de pessoas que dividem a conexão com os seus vizinhos.

Segundo a TIC Domicílios 2016, que faz um panorama geral da internet no Brasil, uma em cada cinco casas conectadas à internet compartilha a conexão com algum vizinho — falando em números, esse método é utilizado em 18% dos domicílios. Isso significa um aumento de cinco pontos percentuais em relação aos 13% registrados em 2014.

No mesmo período, o número de casas que contam com internet sem fio também aumentou. O WiFi estava presente em 66% das residências conectadas em há três anos e, no ano passado, a proporção alcançou a marca de 80%.

Dividindo a internet

De acordo com o relatório produzido pelo Cetic.br, o compartilhamento da internet com os vizinhos é maior na área rural — 30% dos domicílios com acesso à rede fazem isso. No meio urbano, a porcentagem é quase a metade: “apenas” 17%. Em relação às regiões do país, a que mais realiza esse tipo de prática é o Nordeste (28%), enquanto o Centro-Oeste tem o menor índice de compartilhamento (13%).

Se o ponto avaliado é a renda, a faixa salarial em que isso mais popular é a de quem ganha até um salário mínimo (27%). O curioso aqui é que a segunda faixa em que a prática é mais comum é a de pessoas sem renda (26%). Por fim, quem menos usa a rede dividida com vizinhos é quem recebe mais de 10 salários mínimos (6%).

Em uma análise relacionada à classe social, as classes D e E representam 27% dos domicílios que usam a internet compartilhada. Em contrapartida, a classe A é a que menos repete a prática, com somente 10% das residências dividindo a conexão com a rede.

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