A operadora de telecomunicações Angola Cables iniciou ontem a travessia do cabo submarino de fibra óptica South Atlantic Cable System (SACS). Ele parte da costa angolana, em Sangano, e é o primeiro do gênero a operar no Atlântico Sul. O cabo vai ligar a cidade de Fortaleza, no Ceará, com Luanda, a capital da Angola.

O cabo foi construído pela companhia japonesa NEC e tem 6 mil quilômetros de extensão. Ele levará cinco meses para ser instalado e, ao final do processo, vai oferecer uma capacidade de conexão de pelo menos 40 Tbps. Segundo a Angola Cables, a transmissão de dados entre o Brasil e Angola se dará em até 63 milissegundos.

“Durante dois meses fizemos o mapeamento completo do terreno onde o cabo será instalado no Atlântico Sul. Dessa forma, definimos o melhor caminho a ser percorrido, evitando possiveis rupturas que ele possa sofrer devido às movimentações rochosas do solo”, afirma o presidente global da Angola Cables.

Nova era nas telecomunicações globais

O executivo garante que a conclusão da instalação do SACS trará uma grande mudança nas telecomunicações globais, afinal o cabo submarino permitirá um aumento de cinco vezes na velocidade de transmissão de dados entre o continente americano e a África.

“Angola está cada vez mais próxima de se tornar um dos principais centros das telecomunicações da África subsaariana. Os cabos submarinos e Data Center irão criar novos caminhos para troca de informação e nos tornar parte dos grandes circuitos internacionais”, conclui o executivo.

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