Uma investigação conduzida pela agência de jornalismo investigativo britânica Point em conjunto com a revista Forbes concluiu que o Kik Messenger, app utilizado atualmente por 300 milhões de pessoas, é comumente utilizado para que pedófilos assediem crianças e adolescentes. Estima-se que 40% dos usuários da plataforma são justamente os adolescentes, o que faz do Kik Messenger um “campo fértil” para adultos mal intencionados.

A investigação descobriu que o app é citado com frequência pelas autoridades como uma dos mais utilizados por assediadores para conseguirem o contato de crianças. Segundo um oficial da lei, isso acontece porque o app “é gratuito, simples de configurar, acessível, potencialmente anônimo e permite aos usuários compartilhar dados de forma privada.”

Não é a primeira vez que o Kik é acusado de 'facilitar' a ação de pedófilos na internet

Ainda segundo a revista Forbes, não é a primeira vez que o aplicativo é associado a crimes de abuso contra crianças e adolescentes. Em 2016, William Steinhaus foi condenado a 25 anos de prisão após enviar fotos sexualmente explícitas nas quais ele aparecia com uma criança de apenas dois anos de idade. Ele usou o app para enviar as fotos para outras 25 pessoas.

Em um dos casos atuais revisados pela investigação da Forbes e da Point está a troca de mensagens entre dois suspeitos que cogitavam adotar uma criança para abusar sexualmente dela. Em outro, um homem contava a um agente disfarçado que tinha nudes de sua filha criança trocando de fraldas.

Combate à pedofilia

As autoridades reconhecem os avanços da Kik Interactive para dificultar a vida dos pedófilos e abusadores em sua plataforma. A companhia emprega uma ferramenta chamada PhotoDNA a fim de identificar e reportar o compartilhamento de imagens e vídeos de abuso infantil, recurso que pode ser usado também para colaborar com investigações da polícia.

Contudo, segundo advogados consultados pela reportagem afirmam que a empresa poderia fazer mais, como ampliar os controles de privacidade e até mesmo ser mais ágil em responder às reclamações feitas pelos usuários. Além disso, os representantes legais de algumas vítimas afirmam que muitos perfis de pessoas condenadas por abuso infantil ainda estão ativos na rede.

Em contraponto, a companhia afirma que a segurança é uma prioridade e que a área continua recebendo investimentos a fim de garantir um ambiente seguro para os seus utilizadores.

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