Canais do YouTube estão enganando crianças para conseguir mais cliques

1 min de leitura
Imagem de: Canais do YouTube estão enganando crianças para conseguir mais cliques
Avatar do autor

Negar a internet às crianças é um erro, mas como fazer com que essa experiência seja mais segura em um lugar que, sabidamente, é recheado de conteúdos impróprios para os pequenos?

Um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil verificou que a criançada está cada vez mais exposta a vídeos que estão usando personagens infantis muito populares para arrecadar mais cliques, só que com um conteúdo não tão infantil assim.

Os pesquisadores analisaram vídeos das três regiões e que já foram vistos mais de 37 bilhões de vezes e perceberam que o teor dos vídeos é enganoso, já que alguns começam muito parecidos com os programas infantis normais. Outro aspecto, que não é bem uma surpresa, é que muitas crianças estão acessando conteúdos não permitidos para suas idades através do uso da conta de seus pais.

Essa não é bem a Peppa Pig que você quer que seus filhos vejam, certo?

O foco do estudo foi entender melhor como as crianças interagem com os canais e vídeos através dos comentários, buscando padrões de conteúdo e a forma como esses vídeos eram projetados para atingir um público específico. Foram 12.848 vídeos de 17 canais dos EUA e do Reino Unido, com mais 24 canais brasileiros, num total de 37 bilhões de visualizações e 14 milhões de comentários.

A conclusão dos pesquisadores foi uma discussão a respeito dos requisitos da Google a respeito da idade, que restringe o uso do YouTube por usuários com mais de 13 anos nos EUA, 14 ou mais na Espanha e na Coréia do Sul, no mínimo 16 anos na Holanda e 18 no Brasil – e o estudo revela que jovens com idades menores que as estipuladas estão consumindo conteúdos impróprios ou expostas a propagandas inadequadas e que a gigante de buscas deveria lidar com isso de alguma forma.

Doc McStuffin, desenho popular nos Estados Unidos, também é vítima de versões falsas

A Google afirmou ao site Engadget que o problema de idade mínima pode ser contornado com o uso do aplicativo YouTube Kids, que exclui categorias específicas de serem promovidas ou terem propagandas veiculadas – ainda assim, como apontam os pesquisadores, alguns vídeos falsos que imitam os personagens infantis podem ser encontrados.

Comentários

Conteúdo disponível somente online
Canais do YouTube estão enganando crianças para conseguir mais cliques