Começou hoje (19) a edição brasileira do Intel IoT Roadshow 2015, uma série de eventos organizados pela Intel ao redor do mundo inteiro com o objetivo de incentivar as comunidades locais a criarem soluções inovadoras utilizando o kit de desenvolvimento da própria companhia para a Internet das Coisas.

A turnê passará por mais nove países até o fim do ano (Estados Unidos, Índia, Alemanha, China, Reino Unido, França, Rússia, Itália e Taiwan), sendo que dois hackathons estão previstos para o Brasil. Enquanto o de hoje acontece no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), localizado na zona sul da capital paulista, o evento programado para setembro ainda não tem uma localidade definida.

De acordo com Jomar Silva, gerente de comunidade da Intel, o Roadshow já passou por aqui no ano passado e teve como foco o microcontrolador Galileo. Neste ano, porém, o evento é centrado no Edison, um microcomputador revelado em 2014 pela Intel e que foi desenvolvido para ser uma plataforma controladora em projetos para os diversos tipos de eletrônicos – incluindo robôs, dispositivos vestíveis e outros aparelhos de pequeno porte que não demandam uma capacidade muito grande de processamento.

Festival de ideias

Todas as 120 vagas para a edição paulista do IoT Roadshow foram preenchidas, e Jomar afirma que o evento recebeu cerca de 350 interessados nos 10 dias em que as inscrições permaneceram abertas. Aprovados em um processo seletivo, todos os participantes receberam gratuitamente um Intel Edison, uma placa Arduino Breakout Board e um pacote de sensores Grove Starter Kit.

A partir das 10h, os presentes puderam conferir palestras didáticas sobre o Edison e parceiros que participaram do evento (incluindo a Microsoft e a Amazon, que ofereceram vouchers de crédito para que as equipes pudessem usar suas soluções durante o desenvolvimento dos protótipos). Os times têm até as 15h de sábado (20) para finalizar seus trabalhos; o evento está marcado para terminar às 16h30.

Na presença do TecMundo, os makers selecionados para o hackathon já se animavam e trocavam ideias para projetos. Um vaso de plantas inteligente, um dispenser de água comandado por um sistema na nuvem e até mesmo um braço robótico fizeram parte do brainstorm. Conversando conosco, uma equipe revelou estar trabalhando em uma slider cam baseada no Edison há duas semanas e até mesmo mostrou para nós sua carcaça já pronta.

Aproximando as comunidades

Questionado sobre o fato de que a edição brasileira do Intel IoT Roadshow ser a única na qual não haverá prêmios para os melhores projetos, Jomar afirma que não gosta de organizar hackathons com o formato competitivo. “O foco de um evento deste é colocar 120 pessoas com níveis diferentes de conhecimento dentro de uma sala, e, depois, tirar 120 pessoas com conhecimento nivelado”, afirma.

“Eu prefiro o esforço de colaboração nos hackathons que organizo e acredito que uma pessoa ajuda mais a outra, o clima fica mais legal”, termina. Apesar dessa medida estratégica, Jomar também confessa que as legislações do país também tornam a organização de uma competição bem mais complexa do que em outros locais do mundo. “Os gerentes de comunidade têm a liberdade de adaptar o Roadshow à cultura e público local”.

Ressaltando que o objetivo da Intel é fortalecer os laços entre as comunidades maker locais, o executivo ressalta que o principal meio pelo qual as novas tecnologias como o Edison se propagam é através dos hackerspaces, já que os próprios entusiastas passam a compartilhar seus conhecimentos e experiências com terceiros através desses espaços de trabalho colaborativo.

Conhecendo o Edison

O Intel Edison é uma ferramenta poderosa para a criação de protótipos na área de eletrônica. Ele pode ser entendido como uma visualização do famoso Arduino, sendo uma plataforma programável para controlar qualquer projeto que sua imaginação permita criar. Ele é compatível com uma variedade enorme de ambientes de desenvolvimento e linguagens de programação, incluindo C, C++, Python e Javascript.

Do tamanho de um cartão micro SD, o Edison possui um processador Atom de dois núcleos, um microcontrolador Quark, 1 GB de memória RAM e 4 GB de armazenamento interno em eMMC. Além disso, ele sai de fábrica com conexão WiFi dual band e Bluetooth (versão 4.0 com baixo consumo energético). O kit de desenvolvimento do microcomputador pode ser encontrado no Brasil por cerca de R$ 650.

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