Brian Krzanich, presidente da Intel, participou da Conferência de Brainstorm em Tecnologia da Fortune e foi taxativo ao declarar que a Intel se atrasou para chegar no mercado de telefones, mas quer se adiantar para uma nova tendência que vem aparecendo por aí: a dos smartcars.

"Se você está tentando entrar nos negócios de celulares, você está atrasado", disse Krzanick. "Nós estamos direcionando nossos esforços na área de mobile para onde ela está migrando". Isso significa que a fabricante de chips está querendo surfar a onda dos carros cada vez mais inteligentes e conectados, além, é claro, dos autônomos – todos deslocando quantidades cavalares de dados para funcionar e fazer parte da Internet das Coisas.

Essa mudança de foco da Intel também foi fortemente influenciada por uma queda considerável nas vendas de PC nos últimos tempos, um golpe forte naquele que é o principal negócio da companhia. Para tentar reverter esse quadro, Krzanich explica que a empresa vai aproximar os negócios de data centers, internet das coisas e memórias – tudo em uma única estratégia global que deverá ser autossuficiente à medida que o mundo fica cada vez mais conectado por meio de nuvens.

Outra área na qual a Intel teve alguns problemas foi na área mobile, na qual ela não conseguiu fornecer processadores tão eficientes no aspecto energético quanto a dos concorrentes, como a Qualcomm. Ela também não se deu tão bem ao apostar na tecnologia wireless WiMax enquanto a indústria optou por usar a Long-Term Evolution, também conhecida como LTE.

"Esperamos não cometer o mesmo erro com os veículos inteligentes", finalizou Krzanich. Para atingir seu objetivo, a Intel espera trabalhar com grandes nomes da indústria.

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