Remendos de crânio, vértebras, olhos e até mesmo cartilagens são algumas das partes do corpo humano que impressoras 3D já podem confeccionar (duvida? Clique aqui, então). Mas enquanto órgãos completamente funcionais como pulmões e corações não invadem as clínicas de cirurgia, pesquisas relacionadas à criação de complementos faciais evoluem a passos largos.

Fato é que a impressão de partes de um nariz capaz "crescer" está prestes a se tornar realidade. É que uma pesquisa desenvolvida pelo setor de Engenharia de Cartilagem e Regeneração do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH) quer revolucionar as técnicas de transplante do órgão.

Conforme explica Matti Kesti, pesquisador responsável pelo estudo, o procedimento tradicional de regeneração de células de duas dimensões não acompanha a evolução do coropo ao longo do tempo. As novas cartilagens impressas, por outro lado, seriam capazes de “se reproduzir”, tornando-se, assim, partes do corpo do paciente.

Como?

O princípio no qual se baseia o ETH é ligeiramente simples. Para que a prótese passe crescer junto do corpo, uma biópsia tem de ser feita sobre as cartilagens – pedaços do tecido danificado são extraídos (joelho, ouvido ou narizes podem ser também impressos).

As células retiradas são então “adubadas” com biopolímeros (criados pelo próprio corpo ou removidos a partir de um tipo específico de alga). O hidrogel fruto desse processo toma o lugar de “tinta” à impressora. Segundo os cientistas, a fusão entre prótese e corpo se tornaria imperceptível após a completa adaptação entre ambos os tecidos.

“Esperamos que esta tecnologia possa substituir futuramente a exigência de cartilagem de doadores. O pedaço do tecido biológico impresso poderia ser confeccionado com base na necessidade e particularidade do paciente, de modo que ‘o órgão’ danificado poderia ser completamente restaurado”, esclarece Kesti.

O futuro

A pesquisa conduzida pelo ETH está sob estágio de desenvolvimento. E, apesar de prometer a confecção de uma cartilagem em apenas 16 minutos, Kesti afirma que os hospitais ainda vão demorar a oferecer o procedimento de impressão de tecidos. A tecnologia ainda é cara, e testes têm de ser reproduzidos em laboratórios antes que o processo se torne viável.

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