Estamos na segunda semana de 2015, no penúltimo dia da CES 2015, e já podemos perceber qual o item da indústria tecnológica que sofrerá a maior evolução durante o ano: a impressora 3D. A feira que está acontecendo em Las Vegas já apresentou duas delas que suportam múltiplos materiais, ou seja, que podem moldar metal, bronze, ferro, madeira etc.

Isso significa que os afortunados podem comprar um item desses e começar a produzir, por exemplo, armas. A primeira delas que foi feita em 3D tinha uma aparência rudimentar e foi construída em plástico, conseguindo disparar apenas um projétil por vez. Com um salto, em 2014 a Solid Concepts já produziu um revólver de metal. A primeira AR-15 feita por impressora também deu as caras ano passado — e é possível comprar peças de montagem da metralhadora por US$ 1,2 mil (cerca de R$ 3,3 mil).

O Brasil ainda está longe de possuir impressoras 3D acessíveis ao grande público. Nos EUA é a mesma coisa, e seu preço pode ser bancado apenas por algumas empresas do ramo armamentista ou pessoas com maior poder de aquisição.

Por aqui, é proibida a impressão de armas de fogo. Quem se sujeitar a isso poderá ser enquadrado no crime de fabricação em solo nacional, com pena de multa e de dois a quatro anos de prisão.

O futuro das armas

A cultura armamentista nos EUA é mais forte e bem consolidada, como todos nós sabemos por meio de veículos de comunicação e documentários críticos, como “Tiros em Columbine”, de Michael Moore.

As impressoras 3D são um avanço na tecnologia em todos os aspectos, e isso é inegável. Mas como o primeiro criador do revólver impresso (Liberator), Cody Wilson, disse: "Eu reconheço que essa ferramenta pode ser usada para machucar as pessoas — é uma arma".

Como apontou Adam Clark em seu artigo no Gizmodo US, todas elas são perigosas por uma razão muito específica, principalmente quando se tornarem mais baratas e fáceis de usar. E um dos problemas dessas tecnologias é a sua velocidade. Por serem desenvolvidas rapidamente, o governo que regulamentaria seu uso fica perdido. A burocracia para aprovar ou regulamentar as leis e o uso é mais lenta que o avanço tecnológico.

O que foi feito nos EUA até o momento: é legal a impressão de armas 3D. Porém, o Congresso norte-americano ainda não chegou a uma definição clara sobre o assunto, então não há restrição.

Enquanto isso, seguindo o passo de hardware e software, os revólveres e metralhadoras 3D tendem a ficar cada vez mais mortais e com preços mais acessíveis. Dá para imaginar o que vem a seguir? 

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