A Google está presente na vida de grande parte dos usuários da web, seja por seu serviço de pesquisa – sim, aquele do site principal da empresa – ou por aplicativos, como Gmail e Docs. Apesar disso, a gigante da internet tem diversos outros projetos que fogem do mundo virtual. Essa grande expansão da empresa parece estar assustando até o CEO da companhia, Larry Page.

O fato é que, há pouco mais de um ano, Page convocou por volta de uma dúzia dos vice-presidentes seniores da Google, assim como uma centena de funcionários de escalão um pouco abaixo deles, para tirarem alguns dias de sua semana – por alguns meses – e se dedicarem a um projeto conjunto chamado Google 2.0.

Um dos objetivos da tarefa era criar novas metas para a empresa, expandindo a sua área de atuação. Itens como alternativas às vulneráveis e tradicionais senhas – olá, Touch ID – e o desenvolvimento de novos métodos de assinatura de serviços estavam entre as inovações esperadas pelo CEO.

Algumas pessoas próximas ao empresário dizem que a razão pela qual Page agrupou um time mais reduzido dentro da Google é por ele achar que estava perdendo o controle sobre o direcionamento de produtos na empresa. “Os negócios estavam crescendo muito rápido, e sem a aprovação dele”, revelou um dos participantes do projeto.

Mais um laboratório secreto?

Para Page, a ideia de um laboratório menor, com um time focado em produzir ou aperfeiçoar inovações em tecnologia, acabou casando perfeitamente com sua visão de um Google 2.0. Sim, estamos falando do Google X, o centro de pesquisa mais ousado dentro da empresa de Mountain View.

O Google X está na ativa desde 2010 e é o departamento responsável por desenvolver produtos como o famoso Google Glass e o recente Project Wing. O laboratório se foca em projetos que possam mudar a vida das pessoas através de soluções que parecem saídas da ficção científica.

Por conta disso, o CEO deu a entender que há a possibilidade de ser montado um segundo laboratório do Google X. Também apontou a possível criação de um aeroporto e uma cidade-modelo, que, muito provavelmente, devem servir para realizar testes mais extensivos com seus carros autônomos e drones de entrega.

Software, hardware, serviços e tecnologia. Será que a Google vai prosperar mesmo se espalhando em tantas direções diferentes? Deixe sua opinião abaixo.

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