Google Now: se você ainda não conhece, pode guardar esse nome. Em breve, ele poderá representar uma verdadeira revolução na maneira como você se relaciona com o seu smartphone ou tablet. A inovação da Google foi apresentada para o público neste ano e já pode ser conferida em detalhes por aqueles que possuem um aparelho com Android na versão 4.1.

A revista Popular Science, uma das mais renomadas publicações científicas do mundo, elegeu o sistema como a invenção mais importante de 2012, o que pode ser um indicativo de algo bastante relevante. Entre os premiados pela publicação no passado, por exemplo, está o iPhone, e todos sabemos o sucesso que ele fez em suas versões posteriores. Será este o grande salto da Google para os próximos anos?

Muito além das buscas

Pense no Siri, da Apple. Agora imagine um sistema similar, mas com mais recursos e capaz de quebrar a barreira entre seres humanos e máquinas, fazendo com que o seu smartphone seja capaz de entender o contexto daquilo que você fala e apresentar respostas satisfatórias antes mesmo que você faça uma pergunta.

Assim é o Google Now, uma ferramenta que reúne o que há de mais moderno em termos de ferramentas de busca e reconhecimento de voz. Entretanto, para que isso seja possível, primeiramente o aparelho vai precisar “conhecer” você e saber dos seus gostos e preferências para, somente após isso, se tornar um auxiliar fiel no seu bolso.

Diga-me com quem andas...

(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Antes de tudo, o smartphone precisa conhecer um pouco mais sobre você. Por conta disso, é preciso habilitar uma função que permite acessar todo o seu histórico de navegação. Talvez você ache isso muito ruim, mas pense: de que outra forma um sistema pode retornar respostas eficientes sobre você se ele não tem como te conhecer?

Não há contato humano nessa tarefa e todos os dados são cruzados pelos servidores da Google. Isso ajuda a criar um perfil de usuário para você, aumentando as chances de o sistema operacional acertar quando você faz uma pergunta qualquer para ele.

Depois do aprendizado

Depois de aprender um pouco sobre quem você é, quais são os seus hábitos de busca e que tipo de sites você visita, o Google Now está apto a não apenas apresentar respostas para as suas perguntas, mas também se antecipar a elas, oferecendo resultados mais completos do que qualquer outro sistema existente até o momento seria capaz de oferecer.

Vamos a um exemplo para deixar isso mais claro. Suponha que você seja um fã de cinema e costuma pesquisar muita coisa relacionada ao assunto. Durante uma semana, o Google Now analisou todo o seu histórico de buscas e chegou à conclusão de que você é mais propenso a procurar conteúdos relacionados a filmes do que a livros.

Agora suponha que, na busca por voz, você diga apenas “O Hobbit”. Um sistema normal retornaria uma série de links sobre o filme, os livros, talvez até a página da Wikipédia, e você ficaria encarregado de selecionar alguns deles e clicar no escolhido para prosseguir a sua busca.

(Fonte da imagem: Reprodução/Google Now)

Com o Google Now a lógica é diferente. Sabendo que você é fã de cinema, o sistema retorna para você dados relacionados ao filme, que estreia no dia 14 de dezembro, por primeiro. Além disso, como a estreia se aproxima, ele pode sugerir lugares em que você já possa comprar o ingresso e horários de sessões. Você não perguntou isso, mas ele conhece você e sabe quais podem ser os seus prováveis interesses.

Por que isso é revolucionário?

A maneira como as máquinas interpretam a linguagem, até hoje, sempre foi diferente da maneira como os humanos conversam entre si. Enquanto no buscador você digita um termo específico, como “filme o hobbit estreia”, na linguagem natural você perguntaria “quando estreia O Hobbit?”. Ou seja, a possibilidade de usar essa mesma linguagem natural para interagir com uma máquina é o grande avanço do sistema.

Pode parecer curioso, mas em um primeiro momento você terá que se adaptar a “falar normalmente” com uma máquina, como se ela fosse mesmo outra pessoa. Infelizmente, ao menos por enquanto, o sistema está disponível apenas em inglês e, talvez por isso, ele demore um pouco mais para cair no gosto dos usuários brasileiros.

Pode melhorar ainda mais? Pode!

Para o futuro, uma das apostas da Google no serviço é fazer com que seja possível entender o contexto de conversas, algo considerado extremamente difícil pelos programadores. Para compreender como isso funcionaria, vamos recorrer a mais um exemplo.

(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Imagine que você está sentado no sofá da sua casa assistindo a um jogo de futebol na TV quando amigo seu chega querendo saber que outras partidas estão acontecendo neste momento. Em uma situação normal, você poderia abrir uma página de buscas e procurar jogos em um determinado horário sendo exibidos em canais específicos. Esse “caminho” até a resposta poderá ser feito de forma automática pelo Google Now.

O sistema será capaz de, não só entender se aquela pergunta foi feita para ele (lembre-se, há outra pessoa além de você no ambiente), mas também de apresentar a resposta correta caso você não se manifeste. Ou seja, além da compreensão da linguagem, o Google Now poderá ainda apresentar um comportamento, de acordo com o ambiente em que você está.

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