(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Há alguns dias atrás, a Google anunciou o lançamento de um patch que corrige uma falha de segurança do Glass que permitia a qualquer hacker tomar controle total de seu sistema usando simples QR Codes.

Porém, essa não seria a única vulnerabilidade dos óculos de realidade aumentada da gigante das buscas. De acordo com a Symantec, renomada empresa de segurança da internet, o dispositivo possui outra brecha também em relação à sua conectividade WiFi, a qual possibilitaria o roubo de dados.

A companhia cita um dispositivo chamado Wi-Fi Pineapple que se faz passar por uma rede sem fio com a qual o gadget já havia se conectado e a mantinha na “memória” — funções que, por exemplo, nos permitem conectar a uma rede WiFi gratuita automaticamente sempre que essa mesma for detectada. A partir desse truque, o aparato malicioso teria acesso a todas as informações transmitidas pelo Google Glass.

(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

O golpe pode ser aplicado a qualquer eletrônico que possua tal funcionalidade de manter as redes sem fio registradas. O agravante no caso do produto da gigante das buscas é que, devido à interação com a sua interface ser menos prática (já que ele não possui um teclado, por exemplo), ele não avisa a pessoa que o está utilizando e se conecta diretamente à rede WiFi.

A Symantec explica que encontrar uma solução para isso não será nada fácil e deve demorar um pouco. Nesse caso, o ideal é que as pessoas tomem uma rede sem fio gratuita sempre como maliciosa e prefiram navegar pela web por meio de conexões asseguradas por criptografias ou VPN — formas que exigem algum tipo de senha de acesso. Até o momento, a Google não se pronunciou sobre o assunto.

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