(Fonte da imagem: Reprodução/Foxconn)

Recentemente, o governo da China determinou que a empresa Foxconn deveria melhorar as condições de trabalho de seus funcionários, reduzindo a jornada de horas extras que grande parte era obrigada a cumprir — e também estipulou um prazo que iria até o dia 1º de julho para que isso fosse realizado. Mas aparentemente isso não será feito em tempo, segundo a própria Foxconn.

Atualmente, a leia chinesa determina que as jornadas semanais de trabalho não podem passar de 40 horas (com mais nove horas extras, no limite). A empresa afirmou que é necessário um prazo maior para que consigam ser encontradas soluções que correspondam às expectativas de todas as partes envolvidas — governo, empresa, funcionários e consumidores.

Outra das grandes motivações para a redução nas cargas horárias dos funcionários é a exigência da Apple — responsável por quase 70% da receita da Foxconn. A empresa norte-americana não quer ser associada à exploração do trabalho humano e, por isso, exigiu que a montadora chinesa fosse mais atenciosa com seus trabalhadores.

Mas é preciso dizer que a resistência contra a redução nas horas extras também parte dos funcionários chineses. Como informou o G1, há vários trabalhadores que vão às fábricas, partindo de outras cidades e visando arrecadar a maior quantidade de dinheiro no menor tempo possível, para que assim consigam voltar para casa com mais recursos financeiros.

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