Quem achou que o Facebook seria uma espécie de terra sem lei por tempo indeterminado quando o assunto é a circulação de vídeos de terceiros pelo site pode estar muito enganado. Embora inicialmente a empresa pareça realmente ter “aberto as porteiras” para dar uma forcinha na popularização dos clipes dentro da rede social – o que acabou fazendo com que até mesmo filmes completos fossem compartilhados pela plataforma –, essa festa deve acabar: o portal deve adotar regras de copyrights semelhantes às do YouTube.

Como você já deve imaginar, não foram os youtubers que têm suas produções regularmente surrupiadas e postadas no Facebook ou os grandes estúdios hollywoodianos que forçaram a barra para cima de Mark Zuckerbeg para que a rede adotasse restrições mais pesadas aos conteúdo com direito autoral: foram os representantes da indústria fonográfica, é claro. Segundo o Financial Times, as gravadoras querem que o site licencie músicas publicadas em grupos, timelines e páginas e derrube o material que estiver em desacordo com o copyright.

A era dos vídeos no Facebook pode estar prestes a mudar

O Facebook já está trabalhando em um sistema de identificação próprio

Do mesmo modo como esse grupo dobrou o YouTube – que foi obrigado a pagar uma grande quantia em dinheiro periodicamente pelo uso de faixas em clipes de usuários para não ser encaminhado ao “Sr. Processinho” –, o Facebook preferiu evitar a fadiga e aparentemente já está trabalhando em um sistema de identificação próprio bem parecido com o Content ID, da Google. Uma vez implementada, essa ferramenta vai ditar o acordo que Zuckerberg vai precisar fazer com as gravadoras – e o quanto ele vai ter que desembolsar na sequência.

Repartindo o montante

Embora isso, com toda a certeza, possa acabar afetando os usuários da rede social de alguma maneira e influenciando o desenvolvimento do mecanismo de monetização de vídeos do Facebook, não é como se a plataforma realmente não devesse uns trocados para os donos das canções. De acordo com um comunicado recente da National Music Publishers' Association, por exemplo, eles identificaram 900 clipes que continham 33 das músicas de maior sucesso da atualidade e que, somados, foram vistos mais de 600 milhões de vezes.

Aparentemente, Zuckerberg realmente vai ter que dividir seus ganhos

Com centenas de milhões de visualizações em jogo, é claro que a turma da indústria fonográfica quer um pedacinho do dinheiro arrecadado pela rede social com a exibição de anúncios e com a coleta de dados dos usuários. Atualmente, quem tenta fazer upload de vídeos com trilha sonora de terceiros recebe uma notificação informando que a faixa pertence a determinada empresa ou artista. Apesar de isso não impedir a conclusão da transferência, já mostra que a equipe de Zuckerberg está avançada em seus testes de identificação.

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