Falando à BBC, o observador de satélite Robert Christy afirmou que a Rússia pode estar testando um equipamento capaz de seguir outros objetos em órbita. Uma tecnologia assim pode ser usada para desativar outros satélites, o que daria uma vantagem estratégica em uma hipotética guerra. Em tempos em que um objeto artificial pousou em um cometa, tudo é possível.

O objeto russo, chamado de Kosmos 2499, foi lançado no Natal de 2013, como parte de uma missão que parecia rotineira. Foguetes eram usados para colocar três satélites Rodnik em órbita, mas, na data específica, um quarto objeto não identificado viajou na nave.

Ele  foi classificado como entulho pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, mas, em maio deste ano, o governo de Moscou revelou às Nações Unidas que se tratava de um satélite. A partir de então, passou a ser acompanhado por observadores, que notaram movimentos estranhos no Kosmos 2499. Em 9 de novembro, ele começou a se aproximar do foguete que o levou à orbita.

Espionagem espacial

"Acho que essa missão é um teste, e você testa essas coisas com seus próprios satélites porque, se fizer com o dos outros, eles ficam bravos", contou Christy à BBC. "Os americanos não querem equipamentos russos perambulando perto de seus satélites". O observador acha que o Kosmos é um satélite de inspeção, que pode fotografar outros objetos em órbita e escutar as telecomunicações.

Em teoria, a nave russa poderia desabilitar outros satélites. Testar explicitamente armas no espaço é proibido por tratados internacionais. Mas um satélite assim também pode ser usado para reparar e abastecer outros objetos em órbita. Tanto os Estados Unidos como a China já lançaram satélites capazes de perseguir outros objetos no espaço. O norte-americano foi lançado em 28 de julho deste ano e tem o nome de Angels. O chinês Shijian 15 foi para o espaço em 19 de julho de 2013.

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