Pesquisadores da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, têm cultivado vegetais em “solo marciano e lunar” nos últimos meses e devem começar a comê-los na semana que vem. Essa não foi a primeira colheita desses vegetais, mas as anteriores tiveram que passar por análises químicas para identificar possíveis altas concentrações de metais pesados.

Com os testes tendo retornado resultados abaixo dos níveis normais de alimentos cultivados em solo terrestre, os cientistas consideraram que já podem provar e comer os rabanetes utilizados na experiência.

Os testes feitos para identificar metais pesados não apontaram nenhum perigo à saúde humana em tomates, ervilhas e centeio, além dos rabanetes já mencionados. Análises posteriores devem verificar como fica a situação das batatas, vagens e cenouras. Isso é importante porque os solos lunar e marciano têm alta concentração desses metais, o que não seria nada interessante para uma dieta de longa data em Marte ou na Lua.

Tomates cultivados em solo marciano na Terra

Apesar disso, o cultivo desses vegetais não foi feito em solos vindos desse planeta e satélite propriamente ditos. Os pesquisadores analisaram a composição química da terra trazida por sondas e astronautas e as replicaram com a maior precisão possível.

Fora isso, para cultivar esses alimentos em outros corpos celestes que não a Terra, seria preciso controlar os resultados da gravidade e da pressão atmosférica diferente, que podem ocasionar várias diferenças nos vegetais em comparação com os que são cultivados por aqui.

A primeira refeição desses pesquisadores com os “rabanetes marcianos” será no próximo dia 29 de junho.

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