Como já é bem sabido, Tóquio foi selecionada como cidade-sede das Olimpíadas de 2020. Entretanto, o Japão anda atravessando uma recessão considerável, boa parte dela um eco do desastre envolvendo a usina nuclear de Fukushima. Isso deixa algumas dúvidas, entre as quais destaca-se o tipo de contorcionismo econômico que o governo japonês lançará mão para servir de palco a um evento de tal envergadura.

Entretanto, ao se considerar a candidatura de US$ 5 bilhões apresentada pela cidade — quantia razoavelmente menor do que a investida por outras cidades —, fica claro que há boas cartas na manga. Entre elas, por exemplo, está o reaproveitamento das locações construídas pela cidade por ocasião dos Jogos Olímpicos de 1964.

A versão hi-tech do Estádio Olímpico de Tóquio

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Entre os locais reaproveitados, está Estádio Olímpico de Tóquio. Embora a estrutura seja basicamente a mesma, o local receberá uma reforma completa nas mãos da Zaha Hadid. Entre os acréscimos, um teto retrátil e outros recursos capazes de cobrir um lapso de quase 60 anos — transformando-o em um estádio atual de alta tecnologia.

Outras duas locações de 1964 também ganharão revisões completas: o Nippon Budokan e o Ginásio Metropolitano de Tóquio. Naturalmente, é de se imaginar que grande parte dos recursos provenha de uma economia substancial com questões logísticas — considerando-se o ótimo sistema de trânsito da cidade.

No ritmo do Qatar

O Japão sem dúvida segue a tendência hi-tech de outras cidades-sede de grandes eventos. O Qatar, por exemplo, responsável pela Copa do Mundo de 2022 anda se preparando desde 2010 para oferecer um ambiente otimizado, superlotado de soluções tecnológicas para garantir conforto e eficiência.

De fato, o governo do país promete contornar mesmo o calor escaldante, típico do país. As principais estruturas, mesmo os grandes estádios, terão refrigeração capaz de manter a temperatura em relativamente agradáveis 28 °C — com a vantagem de ser uma solução ecológica, já que o sistema será todo alimentado por energia solar captada por enormes placas que formarão o exterior das estruturas.

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