Trilha rumo ao Everest (Fonte da imagem: http://www.expedicaoeverest.com.br)

Pular de penhascos sem fim, subir montanhas com mais de 8 mil metros de altura, voar como um pássaro ou, ainda, acelerar um barco a mais de 250 quilômetros por hora. Não são muitos os seres humanos que encaram esses tipos de desafios, mas os que o fazem sabem que existem equipamentos nos quais podem confiar.

Isso porque, se os esportes radicais precisam de “um pouquinho de loucura” por parte de quem pratica, existem dispositivos que envolvem tecnologia de ponta para garantir o sucesso de cada empreitada.

Bungee Jump

Um ritual dos aborígenes da ilha de Pentecost no Oceano Pacífico Sul se tornou um dos esportes radicais mais famosos do planeta. Entretanto, tudo sofreu grandes adaptações – uma vez que os nativos se lançavam de alturas com cipós amarrados nos tornozelos. O Bungee Jump é praticado utilizando-se de uma corda elástica desenvolvida especialmente para o esporte, além de presilhas e cadeirinhas semelhantes às utilizadas em escaladas.

Cordas

As cordas são feitas levando-se em conta várias diretrizes importantes para a prática do bungee jump. Cada uma tem características próprias, de acordo com o peso de quem vai saltar, a altura do local e qual deve ser o grau de “esticamento” suportado ao final da queda.

Testes para fabricação de cordas (Fonte da imagem: http://www.bungee.it/)

Além disso, uma importante tecnologia garante a segurança de quem pula. O A.E.S.® (Anti-Elongation System® ou Sistema Anti-alongamento, em português) é a corda dentro da corda. Ele trabalha transformando a corda de bungee jump em duas: por fora, você consegue enxergar a elástica, aquela capaz de esticar absorvendo o impacto e o tranco da queda.

Já dentro dessa, encontra-se uma corda construída em poliamida, capaz de segurar o “esticamento” da principal, caso ele se exceda. Além disso, se por um desastre a elástica arrebentar, a “corda interna” garante a segurança do aventureiro, com uma resistência de impacto de até 21 kN.

Alpinismo e escalada

O alpinismo leva os seus praticantes aos limites mais extremos de resistência do corpo humano – principalmente quando se fala em grandes altitudes e montanhas acima de 8 mil metros de altura.

Para garantir que os equipamentos vão dar segurança para quem os utiliza, as empresas adotam padrões rígidos de qualidade, além de praticar testes extremamente avançados. Os maiores fabricantes, como a Petzl, contam com laboratórios próprios para a realização destas avaliações.

Oxigênio no Everest

Subir a montanha mais alta do mundo impõe dificuldades específicas. A falta de oxigênio, por exemplo, comum em grandes altitudes, é ainda mais cruel, tornando o desafio maior e mais complicado para os alpinistas. Pensando nisso, um sistema de oxigenação foi desenvolvido exclusivamente para os montanhistas que desejam subir ao topo do mundo.

TopOut - utilização (Fonte da imagem: http://www.topout.co.uk/system)

O TopOut foi desenvolvido por um ex-engenheiro da RAF (Força Aérea Britânica) que trouxe tecnologias dos aviões de caça para o Everest.  O sistema funciona tendo, além do cilindro de oxigênio conectado, outro reservatório, que guarda o ar expirado. Esse ar é usado posteriormente como uma espécie de sistema de segurança para quando o alpinista der “suspiros maiores” em sua jornada, garantindo assim uma reserva maior de oxigênio para quem está subindo.

Crampons

Crampons em 3D (Fonte da imagem: http://www.blackdiamondequipment.com)

Os crampons são uma espécie de sapato de ferro que o alpinista deve vestir por fora da bota para poder caminhar no gelo. Antigamente, os aventureiros utilizavam um sistema precário, que parecia mesmo um ferro com pregos embaixo do calçado.

Hoje em dia, a Black Diamond desenvolveu o sistema de pisada em 3D, no qual o caminhante pode andar sem ficar “preso” ao gelo, uma vez que o formato das agarras é feito de forma a facilitar o movimento, como se você estivesse pisando em uma bola em três dimensões.

AvaLung

Respirando por baixo da neve (Fonte da imagem: http://www.blackdiamondequipment.com)

Também desenvolvido pela Black Diamond, esse acessório permite que vítimas de avalanches consigam respirar por debaixo da neve. Composto por dois tubos, um serve para que o ar expirado seja eliminado, enquanto que o outro traz oxigênio captado da neve por meio de um dispositivo posicionado na alça da mochila.

Gore-Tex®

Gore-tex (Fonte da imagem: http://www.gore-tex.com)

Adotada por praticamente todas as grandes marcas de roupas para montanhas, a tecnologia Gore-Tex® é capaz impedir o vento, garantir impermeabilidade, e ainda fazer com que o usuário não seja “sufocado” pela própria vestimenta.

Ela é composta por microporos 20 mil vezes menores do que uma gota de água – o que impede que o vento, a chuva e a neve possam atravessá-la.

Cadeirinhas

Consideradas por muitos escaladores como um dos principais equipamentos, são elas que garantem ao usuário segurança na hora de uma queda. Hoje em dia, suportam “trancos” de até 4 mil quilos de força, além de garantirem liberdade de movimentos e serem extremamente leves.

Voando de Wingsuit

A história mostra que o homem sempre quis voar como os pássaros. Mesmo após a invenção dos aviões, várias maneiras diferentes foram criadas, como o paraquedas ou a asa delta.

Entretanto, uma das maneiras mais radicais de voar é utilizando uma Wingsuit. A roupa passa por rigorosos estudos que envolvem desde estudos aerodinâmicos – para garantir que o usuário conseguirá voar utilizando-a –  até a utilização de materiais pouco resistentes ao vento e que também sejam leves e confortáveis.

Estudos em 3 dimensões para desenvolvimento de uma wing suit (Fonte da imagem: http://www.phoenix-fly.com/)

O casamento de tecnologias têxteis com estudos de física permite que se voe por longas distâncias, uma vez que, assim, o usuário é capaz de aumentar a sua velocidade horizontal e diminuir a aceleração vertical, deixando a queda muito mais demorada.

Corrida de barcos

Você provavelmente já viu vídeos das colisões em corridas de barcos, aqueles nos quais só se é capaz de ver pedaços voando pelos ares. É difícil imaginar como um piloto pode sobreviver a essas batidas – e isso só acontece graças às tecnologias para segurança.