Você pode até dizer que a única diferença entre um Mac e um PC é a Maçã na tampa dos notebooks. Mas é preciso admitir que a Apple é uma das empresas de informática que mais influenciou o mercado nas últimas décadas. Algumas das inovações criadas por Steve Jobs foram vitais para que a tecnologia chegasse ao ponto em que está hoje.

Duvida? Então imagine um smartphone sem tela touchscreen, um computador sem interface gráfica, notebooks mais pesados do que Crysis 2 e players multimídia portáteis que ainda estariam rodando mídias físicas (CDs, DVDs e Blu-rays). Ainda está duvidando? Sendo assim, confira mais detalhes de como seria o mundo se a Apple não existisse.

Smartphones: teclas e mais teclas

Antes de Steve Jobs lançar o iPhone, a grande maioria dos telefones tinha mais de 50% da estrutura dominada por teclados. Os smartphones mais utilizados antes da “Era Apple” eram os da marca Blackberry e, não fosse a Apple, possivelmente eles ainda seriam os maiores representantes do segmento dos aparelhos inteligentes.

O problema é que, mesmo sem todas as vantagens oferecidas pela tecnologia multitoques, os smartphones ainda teriam uma grande gama de funcionalidades. Acessar a internet seria algo simples, mas para se divertir com games e controlar a interface gráfica os celulares precisariam ser conectados a mouses e teclados.

Quero ver alguém reclamar que não consegue achar alguma tecla...

Angry Birds, um dos maiores clássicos da geração portátil, não teria feito sucesso. Imagine como seria controlar as aves pelo teclado do celular. É possível que as lojas de aplicativos fossem repletas de games como Tetris, Snake e Lógica, além de outros um pouco mais avançados, como Parachute (clássico da Nokia).

Sem os smartphones, tablets também não seriam produzidos, pois as interfaces touchscreen ainda seriam muito rudimentares. Talvez até existissem ferramentas similares, mas as telas resistivas (com suporte para apenas um toque na tela) dominariam o mercado. O que seria da sua vida sem o multitouch?

Onde está minha interface gráfica?

Em 1983, a Apple lançou no mercado o computador Lisa, que trouxe algumas revoluções para o mercado das interfaces gráficas. Foi por essa máquina que a informática conheceu os conceitos de Pull-down (menus que se abriam na barra de tarefas) e facilitação do acesso a documentos e softwares por ícones.

"Mãe, olha que legal o jogo novo que eu baixei pra rodar no meu i7"

Não existindo o Lisa, no que  os desenvolvedores de software iriam se basear? Há muitos boatos que dizem que Bill Gates roubou a ideia de criar uma interface gráfica para o Windows enquanto trabalhava para a Apple. Seria exagero dizer que os aplicativos rodariam em telas similares ao DOS, mas ainda estaríamos em etapas muito menos avançadas (talvez o Windows 3.1 ainda imperasse).

Uma certeza: o Windows não estaria tão desenvolvido quanto é. Se você acha que as versões mais recentes do sistema operacional da Microsoft são muito bonitas, precisa saber que elas não existiriam. Repetimos: a informática estaria muito à frente dos controladores DOS, mas atrás do atual progresso.

Discman com Blu-ray

MP3 é a extensão mais utilizada no mundo. Afinal de contas, quem é que não tem músicas no computador? E você consegue se lembrar de quais eram os eletrônicos mais utilizados para ouvir músicas, antes de surgirem os iPods e outros players portáteis de mídia? Acertou quem falou CD players, também conhecidos como Discmans.

No início, eles eram capazes apenas de reproduzir discos normais, com até 80 minutos de músicas. Com o decorrer do tempo, foram aprimorados para reproduzir também músicas em MP3 e, com isso, a capacidade dos discos subiu para até 200 músicas. Antes que os aparelhos pudessem ser alterados para suportar DVDs, surgiu o iPod.

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E se ele não tivesse sido inventado por Steve Jobs e pelos engenheiros da Apple? Hoje, o mercado estaria dominado pelos novos Discmans da Sony, com suporte para reprodução de discos Blu-ray (10 mil músicas em apenas um disco). Os modelos mais poderosos poderiam contar com sistema para antichoque (lembra-se dele?) de até 100 segundos.

Acha que esse tipo de eletrônico é pouco portátil? Uma provável solução para isso seria a utilização de miniBDs. Isso mesmo, Blu-rays mais compactos, que oferecem um pouco menos de capacidade, mas permitem que os players sejam colocados nos bolsos sem problemas. Já começou a sentir falta do seu MP3 player?

Notebooks ultrafinos? Jamais

Pergunte para qualquer pessoa que possuía notebooks no início dos anos 90: “Qual era o peso do computador portátil?”. Quem não disser que eles pesavam uma tonelada vai dizer que de portátil eles não tinham nada. É verdade, laptops não eram nada leves e passavam muito longe do conceito de “ultrafinos”.

Notebooks perfeitos para serem carregados onde quer que você vá! Desde que tenha um caminhão!

Onde a Apple entra nessa história? Você se lembra de qual foi o primeiro notebook ultrafino a atingir o sucesso comercialmente? Foi o MacBook Air, portátil lançado em 2010 e pioneiro em um segmento que, hoje, conta com diversos concorrentes. A Apple é também a empresa responsável por deixar as mídias físicas de lado, permitindo ainda menores espessuras para as máquinas.

Vamos mais longe em nossas análises. Sabe aquelas mochilas para notebooks? Hoje elas permitem que os usuários carreguem seus computadores junto a livros, cadernos e outros materiais. Mas sem a redução dos laptops, seria necessário escolher entre os livros e a máquina.

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não remetem à realidade.

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