Bastante conhecida no setor doméstico de impressão, principalmente por conta de produtos equipados com os econômicos “tanques” de tinta, a Epson se prepara para se aventurar por outros braços do segmento no Brasil. Em um evento realizado nesta terça-feira (7), em São Paulo, foi anunciada a chegada de aparelhos que marcam a entrada da empresa no mercado de outsourcing local. Economia, baixo consumo e autonomia de até 75 mil páginas são os chamarizes da nova linha WorkForce Pro.

A ideia é fazer com que serviços terceirizados – que cuidam de analisar, administrar e implementar soluções de impressão sob medida – possam oferecer recursos e tecnologias geralmente usados em impressoras industriais para escritórios e clientes corporativos. De acordo com Ewerson Munhoz Reis Matos, diretor de negócios da Epson, essa estratégia da companhia faz parte do pensamento deles de “apresentar novas soluções e estar sempre à frente, buscando a liderança a todo instante”.

Com meta de crescimento de cerca de US$ 5 bilhões até 2025, a empresa vê nesse setor empresarial valores promissores e uma grande oportunidade a ser explorada. Somente no Brasil, por exemplo, o mercado de outsourcing foi avaliado em US$ 600 milhões, dos quais 90% se referem a impressões monocromáticas e o restante, a produções coloridas. Com a nova família de dispositivos, a Epson quer abocanhar a fatia dos itens em cores – que, apesar de ser menor, tem expectativa de mais do que dobrar nos próximos anos.

Segundo Ewerson, as principais armas da marca para trazer uma experiência melhor para o consumidor final e diminuir a diferença de custo geral entre os prints coloridos e preto e branco são a implementação das cabeças de impressão com tecnologia PrecisionCore e a adoção de modelos com suporte ao sistema RIPS (Replaceable Ink Pack System). O primeiro recurso, sozinho, levou dez anos para ser desenvolvido e custou US$ 300 milhões à empresa – tudo para disponibilizar uma tecnologia escalável, veloz e de alta definição.

Colocando tudo no papel

Apesar da aura de novidade, a nova linha foi testada primeiramente na Europa e nos EUA, com os produtos sendo trazidos para cá somente quando a base instalada de equipamentos lá fora passou dos 35 mil. A explicação, segundo Régis Duarte Brandão, especialista de produtos, é que o público brasileiro é mais exigente e só costuma adotar soluções que funcionem, comprovadamente, no mais alto nível. Para entrar nesse mercado com opções para atender todas as necessidades, a Epson vai disponibilizar nove produtos com o selo WorkForce Pro.

A ideia é que o kit RIPS incluído na caixa produza 75 mil páginas completas em cores antes de precisar ser substituído

O grande destaque da linha é o modelo WF-R8590, uma multifuncional colorida A3 recheada de recursos. Além de possuir alta conectividade – com WiFi, WiFi Direct e Ethernet – e painel LCD colorido sensível ao toque e imprimir até 34 páginas por minuto em P&B ou cores, o brinquedinho é alimentado com bolsas de tinta de alto rendimento. Quão alto? Bem, a ideia é que o kit RIPS incluído na caixa produza 75 mil páginas completas em cores antes de precisar ser substituído.

Durante a apresentação, Régis afirmou que a alta do dólar fez com que o custo de impressão por página acabasse subindo bastante no Brasil, obrigando as empresas a procurarem soluções mais econômicas para manter tudo dentro do orçamento. Desse modo, o novo sistema de armazenamento acaba sendo um diferencial grande na hora de avaliar uma mudança de equipamento no escritório nessa busca por redução de custos, já que, além da autonomia superior, ele também apresenta outras vantagens significativas.

Em comparação com as impressoras a laser e seus toners, por exemplo, o mecanismo desenvolvido pela fabricante japonesa possui componentes mais simples, menor necessidade de manutenção e manuseio facilitado. O resultado disso é que aparelhos como a Epson WF-R8590 gastam até 80% menos energia, têm um custo menor no pós-venda e esquentam menos que suas contrapartes laser – o que se reproduz em menos atolamentos de papel e necessidade de intervenção direta dos usuários.

Suando pela energia

Para mostrar na prática – e de um jeito mais divertido – essa diferença, a equipe da Epson fez um teste inusitado. Nele, um modelo da casa é colocado lado a lado a um produto de uma marca adversária, com ambos ligados a um gerador alimentado por uma dupla de rapazes pedalando bicicletas. Enquanto a impressora A4 da concorrência só conseguiu liberar meia dúzia de papéis antes de apagar, o dispositivo com RIPS imprimiu quase uma centena de páginas sem consumir toda a energia.

O fato de ser preciso utilizar dezenas de toners para chegar à autonomia das bolsas de tinta levanta também os temas de sustentabilidade e custo total do produto. Com um investimento inicial de cerca de R$ 15 mil, o valor da WF-R8590 é similar ao de outros itens no mercado quando se leva em consideração apenas o hardware. No entanto, segundo Ewerson, quando se calcula da mesma forma que as empresas de outsourcing – com todos os gastos realizado em um ciclo de 36 meses –, a solução da Epson mostra seu verdadeiro valor.

O executivo explica que, diferentemente da prática no segmento, as bolsas coloridas já vêm inclusas no equipamento, ajudando a economizar desde o momento da compra. Essa diferença a longo prazo se torna ainda mais gritante conforme os toners vão sendo consumidos e substituídos na opção laser. O montante de material descartado no mesmo período por ambas as tecnologias também é bastante díspar – mais uma vez devido ao alto rendimento dos conjuntos equipados com RIPS.

Cenário da competição entre as marcas e os equipamentos

Linha completa

Além do WF-R8590 e de sua irmã menor, a multifuncional A4 WF-R5690, a Epson oferece mais sete aparelhos para o mercado de outsourcing. Voltados para pequenas empresas, os modelos M105, M205 (monocromáticos) e L656 (cor) possuem o badalado Ecotank e são capazes de produzir até mil páginas mensais. Mais robustas, as opções WF-5190, WF-5690, WF-6090 e WF-6590 trabalham com cartuchos de alta capacidade, com as duas primeiras imprimindo 2,5 mil folhas por mês e as últimas ficando na casa das 8 mil.

Tanto o trio com tanque de tinta quanto os itens da família WorkForce Pro já estão disponíveis através de revendedores e distribuidores parceiros da Epson – com valores que começam em R$ 3 mil. Todos acompanham uma garantia de três anos na cabeça de impressão e um kit com softwares para administração e gerenciamento do material impresso dentro das empresas – que possibilitam criação de regras para grupos de funcionários e até autenticação por senha ou leitura de cartão de identificação.

Para quem migra para as soluções Epson pela primeira vez, a empresa e seus parceiros vão oferecer ainda treinamentos específicos para lidar com os produtos e o sistema, assim como o suporte a diversas plataformas de terceiros já utilizadas pelos clientes. Com uma oferta diversificada de aparelhos e mirando o desejo do consumidor corporativo por economia, a tática da Epson parece ser apostar em apresentar diferenciais “irresistíveis” para arrebatar esse mercado em plena expansão. O melhor? Sem deixar de lado a inovação.

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