Em 30 de maio, o Solar Impulse 2 iniciou a parte mais ambiciosa da volta ao mundo em um avião sem combustível: sair de Nanjing (a aeronave chegou lá em 21 de abril), na China, para ir até Kalaeloa, no Havaí, cruzando o Oceano Pacífico.

Trata-se de uma trajetória de mais de 8 mil quilômetros, prevista para durar cerca de 120 horas, ou seja, cinco dias inteiros. Se a viagem fosse completada, dois recordes mundiais seriam batidos: o voo mais longo de um avião com um assento e o primeiro voo transpacífico com uma aeronave movida a energia solar.

No entanto, as condições de tempo não permitiram a travessia, e o Solar Impulse 2 vai pousar em Nagoya, Japão, e esperar até uma oportunidade para continuar a viagem ao redor do mundo aparecer. A equipe da aeronave diz estar desapontada com o adiamento, mas esse voo para o Japão, com quase 45 horas, é o mais longo já feito por um avião movido a energia solar.

Volta ao mundo sem combustível

A viagem do Solar Impulse 2 começou em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em março, mas tem enfrentado alguns atrasos. Em Chongqing, na China, foi necessário esperar três semanas até que o tempo permitisse continuar a aventura.

Construído por um consórcio de empresas europeias, o avião possui envergadura de 72 metros, mais que a de um Boeing 747-8I, de 68,5 metros, mas o cockpit mal comporta um passageiro. As asas contêm 17.448 painéis solares, finos como um fio de cabelo, que alimentam uma bateria de 942 kg.

Depois do Havaí, a aeronave segue para Phoenix, nos Estados Unidos, e depois para Nova York, com uma parada no interior do país. O passo final é atravessar o Oceano Atlântico, para finalmente voltar para Abu Dhabi até o final do ano.