Ontem (16), em uma entrevista dada durante a conferência Dreamforce 2015, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, contou que a companhia pretende investir US$ 75 milhões (cerca de R$ 291 milhões) nos próximos três anos em educação para crianças. A ideia é distribuir esse montante na forma de doações para diversas organizações filantrópicas ao redor do mundo, no intuito de aumentar o acesso de jovens estudantes a disciplinas relacionadas com ciências da computação.

A própria empresa já mantém um programa nesses moldes, chamado de Educação Tecnológica e Alfabetização em Escolas (TEALS, na sigla em inglês). Nele, engenheiros e outros profissionais da Microsoft treinam professores de ensino médio em disciplinas computacionais, que depois esses educadores devem transmitir para seus alunos. A motivação da companhia é fomentar a cultura e a diversidade entre os futuros profissionais da área.

De acordo com uma declaração dada hoje pelo presidente da Microsoft, Brad Smith, para o jornal USA Today, ao expor precocemente crianças às ciências da computação, a empresa espera que elas se interessem mais tarde em seguir carreiras na área de tecnologia. Ele disse que não há profissionais suficientes para ocupar todas as vagas que a indústria tecnológica gerará em um futuro próximo.

Outro ponto ressaltado por Smith diz respeito à falta de oportunidades de trabalho igualitárias para todo mundo, citando como exemplo os próprios Estados Unidos. De acordo com o presidente da companhia fundada por Bill Gates, isso é particularmente visível quando notamos a quantidade reduzida de profissionais de tecnologia naquele país que sejam afro-americanos, latinos ou do sexo feminino.

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