Passar no vestibular – especialmente nas instituições de ensino mais concorridas do país – não é uma tarefa fácil. Além de muito estudo e dedicação, os estudantes também precisam abrir mão do tempo que passam nas redes sociais, usando mensageiros nos smartphones e muitas outras atividades que consomem muito tempo. É por isso que alguns estão adotando a prática de "se desligar" totalmente da tecnologia em favor dos estudos.

Esse é o caso de Amanda Jéssica Pereira, de 18 anos, que está tentando passar no vestibular de medicina da Fuvest pela terceira vez. “No primeiro vestibular fui muito mal. Primeira Fuvest da vida. Não tinha ideia do que era. Em 2014, fiz cursinho e tava confiante de que passaria... Saí chorando quando conferi meu resultado”, contou ela ao site G1. Entretanto, em sua empreitada, a estudante vai adotar a prática de não se distrair mais com as conversas do WhatsApp.

Amanda se desligou das redes sociais para se dedicar aos estudos (Foto: Will Soares/G1).

Não é automático

Mas é preciso deixar claro que isso pode não ser o suficiente. Como a própria estudante destaca, essa é uma estratégia que deve funcionar para ela por conta de seu comportamento em relação à tecnologia. “Não que ter ou não rede social vá definir quem passa. São casos e casos. Tem gente que usa normalmente e passa, mas pra mim tava atrapalhando muito". conta Amanda. "Eu ia dormir tarde porque à noite ficava no WhatsApp. Depois que exclui, achei mais tempo pra ler e estudar o que faltou durante o dia no cursinho”. A tática infelizmente não agradou aos pais e amigos da jovem, que utilizavam o aplicativo para se comunicar com ela.

Porém, as coisas não se limitam apenas ao WhatsApp. Ainda em entrevista ao site G1, o estudante Mauro César Oliveira, de 17 anos, conta que o Facebook e o Twitter eram os empecilhos de sua vida de estudante. “Resolvi excluir [as contas] porque sei que não conseguiria conciliar. Eu deixaria de estudar pra ficar no Facebook. Hoje, em vez de chegar em casa e pegar o celular, eu vou ler alguma coisa”, conta.

Para alguns estudantes, a "abstinência digital" pode trazer bons resultados.

Será que dá certo?

Se você acha que se privar de acessar as redes sociais ou utilizar o WhatsApp é uma estratégia pouco efetiva, vale a pena conhecer o caso da mineira Rúbia Resende. Aos 18 anos, a jovem mostra que o desligamento pode ser efetivo. No caso dela, o desligamento do Facebook, Twitter e Instagram resultou na sétima colocação do vestibular do curso de letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

Para combater a tentação do WhatsApp, um dos remanescentes de seu smartphone, a estudante adotou uma estratégia inusitada. "Em casa, eu sabia que iria ficar olhando, então pedia pra minha mãe esconder a bateria do celular. Quando a rede social está do lado, fica muito fácil cair na distração". E ainda adverte: Muitas vezes deixamos de viver os acontecimentos para poder ler sobre eles no Facebook".

Você acha que a "abstinência digital" pode realmente ajudar os estudantes a se concentrarem melhor?  Comente no Fórum do TecMundo!

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