O emprego de drones para a realização de entregas parece um caminho sem volta.  Seja para entregar pizzas, livros ou burritos, essas pequenas aeronaves não tripuladas podem desempenhar um papel crucial na agilidade com que encomendas chegam ao seu destino. Mas nem só de pequenas entregas vivem os drones, e prova disso é o plano da empresa de e-commerce chinesa JD.com de usá-los para fazer entregas de mais de 1 tonelada.

Isso mesmo, você não leu errado. A companhia, que acaba de criar a joint venture JD Logistics, já colocou em fase de testes o seu humilde projeto da maior rede de entregas em larga escala com drones de todo o planeta. A intenção é ter centenas de rotas e bases para facilitar a logística, visando inicialmente à área rural do norte da China.

Aqui, o fator agilidade de entrega tem uma função especial: facilitar o intercâmbio de produtos entre os produtores rurais e a cidade de Shaanxi. Assim, a ideia é evitar que os bens produzidos pelos agricultores se estraguem durante o trajeto tradicionalmente realizado por caminhões.

O objetivo da JD Logistics é ainda reduzir os custos com o transporte da produção. “É muito caro ter que dirigir, mesmo que você esteja a 10 km da base”, garante o porta-voz da JD Josh Gartner. “É preciso guiar por 10 km em cada trecho mesmo que você tenha apenas alguns pedidos”, prossegue o representante da empresa.

Ele alega ainda que as estradas por vezes estão congestionadas, o que dificulta ainda mais o processo. Assim, o que levaria algumas horas para ser feito de carro pode ser realizado em apenas alguns minutos com o auxílio dos drones.

Os desafios

Operar drones capazes de carregar 1 tonelada pelos ares não é algo exatamente simples, e a JD deve enfrentar alguns desafios no processo. Diferente dos equipamentos que carregam itens mais leves, esses dispositivos são enormes e demandam também espaços maiores para pouso e decolagem. Além disso, o cuidado para evitar colisões e problemas com outras aeronaves precisa ser redobrado.

Assim, a estratégia da JD envolve sobrevoar rios e campos e direcionar as entregas para armazéns — drones menores entregam diretamente para o consumidor final, o que não será o caso aqui. Além disso, os equipamentos da JD não serão guiados manualmente, mas vão seguir de forma automática algumas rotas predefinidas, uma possibilidade aberta pela entrega nos armazéns.

Quando nos damos conta do tamanho da China, nem tanto no aspecto geográfico, mas especialmente no âmbito populacional, é fácil entender por que o país demanda novas abordagens logísticas. O método testado pela JD pode render bons frutos para o sistema de entrega no país e, obviamente, apresentar alternativas também para outras partes do mundo.

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