Uma única postagem no Twitter publicado no último sábado (8) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi capaz de derrubar ações de diversas companhias do outro lado do mundo que fazem parceria com a Apple.

"Os preços da Apple podem aumentar por causa das tarifas pesadas que vamos impôr à China - mas há uma solução fácil em que haveria ZERO taxas, e de fato uma iniciativa de impostos. Façam os seus produtos nos Estados Unidos em vez de na China. Comecem a construir novas fábricas agora. Empolgante!", escreveu o presidente na rede social, utilizando também a sigla do seu slogan de campanha: Make America Great Again (MAGA).

A mensagem tem a ver com a atual disputa entre os dois países, com os EUA prometendo endurecer taxas de importação de vários produtos de uso industrial. Isso poderia impactar companhias de tecnologia, já que praticamente todas as gigantes do setor se apoiam em manufaturas chinesas, taiwanesas e de outras parceiras do outro lado do mundo para peças e montagens.

Executivos da Apple disseram a funcionários do governo que preços de produtos da marca podem mesmo subir — e isso enfureceu o presidente.

O pedido de Trump para que a Apple fabrique seus produtos no país vem desde a campanha eleitoral do então candidato. Vale lembrar que, apesar de essa iniciativa de fato gerar empregos locais e diminuir eventuais taxas, o custo de mão-de-obra e de materiais talvez já não seria tão vantajoso.

As consequências

Segundo a Reuters, a publicação feita por Trump sobre a Apple e suas fornecedoras fez com que várias parceiras que fabricam e enviam componentes para os mais diversos produtos da marca sofressem quedas bruscam no mercado financeiro.

As ações das chinesas Luxshare Precision, Shenzhen Sunway Communication e Suzhou Dongshan Precision Manufacturing caíram em até 10% após o comentário. As conterrâneas Lens Technology, Universal Scientific Industrial Shanghai e Suzhou Anjie Technology caíram entre 6% e 8%.

Outras afetadas incluem a taiwanesa Largan Precision e as gigante Foxconn e Pegatron. A ASE Technology Holding, uma das clientes mais ligadas à Maçã, foi a menos prejudicada: as ações caíram 2,9%. Fabricantes de Hong Kong e Japão também sentiram o golpe em menor intensidade.

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