Para alguns dos cibercriminosos, conseguir fazer uma invasão ou captura de dados com sucesso é motivo suficiente para comemorar e ostentar a sua conquista. No entanto, talvez não seja a melhor ideia fazer bravatas abertas diante de oficiais da Justiça. Pelo menos, foi isso que Alonzo Knowles sentiu na pele no início desta semana, quando um juiz de Nova York decidiu que ele deveria ficar cinco anos na cadeia para que não pudesse mais incomodar suas vítimas: celebridades de Hollywood que tiveram suas contas de email violadas.

Tudo isso aconteceu porque o magistrado não ficou convencido que o bahamense de 24 anos estava arrependido ou sentia qualquer remorso pelas pessoas que tiveram a sua intimidade e até mesmo documentos sigilosos colocados em xeque. Segundo a CBS News, o juiz Paul A. Engelmayer teve acesso a gravações de conversas do acusado durante seu encarceramento que, ao contrário do que se esperava, mostravam que ele estava disposto a levar o fruto do seu ataque virtual a um novo patamar.

O hacker também roubou roteiros de cinema

“Quando eu sair daqui, vou abalar completamente Hollywood”, teria dito Knowles aos seus companheiros de cela, contando que depois que cumprisse a sua pena publicaria um livro que teria como base o material roubado de artistas e grandes nomes do cinema. “Sua motivação é a ganância. Ele está focado em se tornar rico e famoso”, explica a promotora do caso Kristy Greenberg. A advogada acredita que, ao falar do seu livro, o hacker chegou a se gabar que seu conteúdo poderia acabar com “a carreira, segurança e o relacionamento” das celebridades.

Além das informações pessoas, fotos íntimas e até vídeos de sexo roubados das contas de algumas dessas personalidades cinematográficas, o cibercriminoso também se apossou de uma série de documentos sensíveis de alguns estúdios de Hollywood. Embora o nome das empresas que possivelmente foram afetadas pelas ações do invasor não tenha sido divulgado – assim como quem foram suas vítimas civis –, o juiz Engelmayer confirmou que a 20th Century Fox enviou uma carta à Justiça para explicar o perigo que Knowles representava.

Ousadia até quando?

Voou das Bahamas para Nova York para vender roteiros de filmes e informações de celebridades por US$ 80 mil

O bahamense foi detido em dezembro de 2015 exatamente por conta dessa postura bastante agressiva para tentar fazer dinheiro e ganhar fama – sem se preocupar com as consequências ou com o impacto na vida das pessoas. Na ocasião, ele voou das Bahamas para Nova York para vender 15 roteiros de filmes roubados e informações pessoas de dezenas de celebridades por cerca de US$ 80 mil (R$ 270 mil). O problema? O comprador norte-americano desse material era um policial disfarçado.

Mesmo depois de ter sido detido e de ter se declarado culpado pelos crimes de violação de copyright e roubo de identidade, Knowles continuou a usar seus delitos como forma de ganhar respeito dentro do encarceramento e de tentar impressionar as mulheres. “Ele ainda não aprendeu a sua lição”, disparou a promotora Greenberg. A atitude desafiadora, porém, não estava presente quando a sua sentença foi dada pelo juiz. Nesse momento, o rapaz disse reconhecer que tinha feito algo errado e que isso “poderia arruinar a vida das pessoas”.

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