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Ciência

Foguete da Spacex cai na Lua e gera nova cratera; entenda

O pedaço do Falcon 9 atingiu a superfície lunar a uma velocidade de 8.700 km/h, de acordo com a NASA.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule05/08/2026, às 12:00

updateAtualizado em 05/08/2026, às 13:22

Uma seção do foguete Falcon 9 da SpaceX colidiu com a Lua na madrugada desta quarta-feira (5), caindo nas proximidades das crateras Einstein e Bell, de acordo com informações da NASA. O impacto pode ter aberto uma nova cratera de aproximadamente 18 metros de largura e 3,5 metros de profundidade na região, ejetando poeira e rochas.

Viajando a 8.700 km/h, o segundo estágio do foguete tem cerca de 14 metros de comprimento, 4 metros de largura e pesa em torno de 4 toneladas. Ele estava em órbita desde janeiro do ano passado, quando foi acionado para as missões que levaram ao espaço os módulos lunares Blue Ghost-1 da Firefly Aerospace e Hakuto-R da iSpace.

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Impacto raro na Lua

Sem atmosfera para desacelerar os objetos que se aproximam, o satélite natural é atingido por meteoroides diariamente. Já as rochas espaciais com a mesma energia desta parte do Falcon 9 caem por lá a cada seis dias, aproximadamente, como explicou a agência espacial americana.

  • Por outro lado, impactos envolvendo objetos criados na Terra, como este ocorrido agora, são bem menos comuns;
  • Um dos mais recentes aconteceu em 2022, quando pedaços de um foguete de uma missão chinesa caíram na superfície lunar gerando duas crateras;
  • Estima-se que a energia liberada na queda da seção do foguete da SpaceX seja equivalente à explosão de 2,8 toneladas de TNT;
  • O incidente não representa nenhum risco para a Terra, como ressaltou a NASA.
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Foguete Falcon 9 da Spacex. (Imagem: Mario Tama/Getty Images)

A entidade explicou, ainda, que forças gravitacionais e a atividade solar alteraram a trajetória do objeto ao longo de meses. Como a estrutura não tinha combustível nem mecanismos funcionando, os controladores não conseguiram mudar a rota para evitar a colisão.

“Embora não tenha sido planejado neste caso, o descarte dos estágios superiores na superfície lunar é um método tecnicamente aceito e seguro e, em alguns casos, pode ser a única opção viável para missões em órbita lunar baixa”, disse a NASA, em comunicado. A agência comentou, também, que o procedimento foi feito adequadamente pela empresa de Elon Musk.

Informações valiosas para a ciência

O impacto do estágio superior do Falcon 9 na Lua não foi visível a olho nu, mas diversos telescópios terrestres estavam preparados para acompanhar o evento. A observação, no entanto, pode ter sido afetada por condições climáticas e de iluminação.

Telescópios e equipamentos de missões espaciais também ficaram de prontidão para registrar fotos do local antes e depois da queda. Essas imagens também dependem da iluminação, posição da espaçonave e momento orbital, com os registros devendo ser liberados nos próximos dias.

Segundo a NASA, os dados coletados ajudarão a compreender melhor os impactos artificiais e suas consequências para a exploração espacial. O incidente também fornecerá informações sobre a geologia da Lua, contribuindo para orientar futuras missões.

Este mês, acontecerá o aguardado eclipse solar total de 2026. Confira as informações nesta matéria.

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