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Em algumas semanas': satélite explode e Starlink confirma queda na Terra

O equipamento sofreu uma anomalia voando a 418 km de altitude e deve se desintegrar completamente ao reentrar na atmosfera, sem trazer riscos.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule19/12/2025, às 16:00

updateAtualizado em 29/01/2026, às 08:59

A SpaceX confirmou, na última quinta-feira (18), que um satélite da Starlink explodiu na órbita terrestre após apresentar uma anomalia e agora segue rumo à Terra, junto com detritos, devendo realizar a reentrada na atmosfera em “algumas semanas”. O incidente aconteceu um dia antes.

Na última semana, a empresa de Elon Musk relatou a quase colisão de um dos seus equipamentos com uma espaçonave chinesa, que passou “de raspão”, a aproximadamente 200 m de distância. Os satélites da marca possuem tecnologia para evitar colisões, podendo desviar, automaticamente, de objetos em sua trajetória.

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Equipamento deve desintegrar durante a reentrada

Conforme a companhia aeroespacial, o Starlink 35956 perdeu a comunicação enquanto viajava a 418 km de altitude e sofreu uma pane. A falha levou à liberação de gases do tanque de propulsão e a uma “diminuição do semieixo maior em cerca de 4 km”, além de gerar uma nuvem de fragmentos.

  • A maior parte da unidade ficou intacta após a explosão, mas passou a girar descontroladamente e deve cair na Terra nos próximos dias;
  • No entanto, não há riscos para quem está em solo, uma vez que o equipamento será completamente desintegrado ao reentrar na atmosfera, como explicou a SpaceX;
  • Também foram descartados riscos para a Estação Espacial Internacional (ISS) e sua tripulação, pois a trajetória do equipamento o coloca abaixo do laboratório orbital;
  • O satélite que explodiu e os detritos resultantes do incidente estão sendo monitorados pela empresa, em parceria com a NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos.

A SpaceX afirma que está investigando as causas da anomalia e vai atualizar o software da rede para evitar novos casos do tipo. Segundo a empresa de rastreamento espacial Leo Labs, a explosão provavelmente tem relação com uma “fonte energética interna”, descartando colisão apesar do grande movimento na região.

Nesta área da órbita terrestre, há mais de 24 mil objetos voando, entre satélites ativos e desativados, e lixo espacial. Grande parte dessas espaçonaves pertencem à empresa de Musk, que no momento conta com aproximadamente 9 mil satélites Starlink em operação.

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Perguntas Frequentes

O que aconteceu com o satélite da Starlink?
O satélite Starlink 35956 sofreu uma anomalia enquanto orbitava a 418 km de altitude, perdeu comunicação e explodiu, liberando gases do tanque de propulsão e gerando uma nuvem de fragmentos. A maior parte da estrutura permaneceu intacta, mas passou a girar descontroladamente e está em rota de reentrada na atmosfera terrestre.
Há risco para pessoas na Terra com a queda do satélite?
Não. A SpaceX informou que o satélite será completamente desintegrado ao reentrar na atmosfera, eliminando qualquer risco para pessoas em solo.
Quando o satélite deve reentrar na atmosfera?
A reentrada do satélite na atmosfera deve ocorrer em algumas semanas, segundo a SpaceX. A data exata depende de fatores como a velocidade de decaimento orbital e as condições atmosféricas.
O que significa a “diminuição do semieixo maior” mencionada pela SpaceX?
O semieixo maior é um parâmetro que define o tamanho da órbita de um satélite. A diminuição de cerca de 4 km indica que a explosão alterou a trajetória orbital do satélite, fazendo com que ele perdesse altitude e se aproximasse da Terra.
A Estação Espacial Internacional corre algum risco com esse incidente?
Não. A SpaceX descartou qualquer risco para a Estação Espacial Internacional (ISS) e sua tripulação, pois a trajetória do satélite danificado está abaixo da órbita do laboratório orbital.
Quem está monitorando os destroços do satélite?
A SpaceX está monitorando o satélite e os fragmentos gerados pela explosão em parceria com a NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos, garantindo o acompanhamento da situação até a reentrada completa na atmosfera.
Os satélites da Starlink têm tecnologia para evitar colisões?
Sim. Os satélites da Starlink são equipados com tecnologia que permite desviar automaticamente de objetos em sua trajetória, o que ajuda a evitar colisões no espaço. Um exemplo recente foi a quase colisão com uma espaçonave chinesa, que passou a apenas 200 metros de distância.
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