(Fonte da imagem: Reprodução/National Geographic)

Cientistas descobriram, na Hungria, fósseis de 84 milhões de anos e que revelam uma nova espécie bastante surpreendente de “monstro aquático”: trata-se do Pannoniasaurus, que já ganhou o título de primeiro animal dessa espécie a passar toda a vida em rios e lagos de água doce.

Esse réptil pré-histórico faz parte de uma família de animais conhecidos como mosassauros, "monstros" enormes e com características que lembram tanto os crocodilos quanto as baleias, não possuindo o longo pescoço de plesiossauros, por exemplo. E, apesar do nome e do tamanho, vale a pena lembrar que esses animais não estão relacionados aos dinossauros, já que pertencem antes à ordem Squamata (escamados), que abriga serpentes e lagartos.

Os fósseis do Pannoniasaurus foram descobertos junto aos restos de uma mina de carvão no oeste da Hungria, sendo que correspondem a indíviduos que variam de 1 a 4 metros de comprimento. Também foram encontrados registros de animais juvenis, sempre difíceis de serem achados: “Versões jovens ou até mesmo de corpos pequenos de mosassauros são tão raros quanto dentes de galinha”, brincou o coautor da descoberta, Michael Caldwell, em entrevista para a National Geographic.

Além disso, o fato de terem encontrado tantos espécimes de Pannoniasaurus no mesmo local indica que esse era um mosassauro exclusivamente de água doce, e não uma espécie marinha que às vezes se aventurava em rios, como alguns tubarões.

Graças ao tamanho do animal, é fácil estimar que os Pannoniasaurus também eram os principais predadores daquela região, se alimentando de peixes e, talvez, pequenos anfíbios ou lagartos cujos fósseis também foram encontrados naquele local.