Pílula contra ressaca já é vendida no Reino Unido! Mas será que funciona?

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Só quem já acordou com os sintomas de uma ressaca "daquelas" sabe o quanto a sensação é incômoda e debilitante. Mas e se houvesse uma solução para tomar uns "bons drinks" sem precisar se preocupar com os efeitos nocivos do álcool depois? É o que o laboratório sueco Myrkl afirma ter alcançado com sua nova pílula contra ressaca, já comercializada — e esgotada em menos de 24 horas — no Reino Unido.

Será que funciona mesmo? Segundo o fabricante, a pílula age ativando bactérias (Bacillus subtilis e Bacillus coagulans), um aminoácido (L-cisteína) e vitamina B12 no intestino — juntos, eles quebrariam o álcool ingerido em água e dióxido de carbono antes que ele atinja o fígado.

Ou seja: segundo o laboratório, com a pílula, ao ingerir 50ml de um destilado com graduação alcoólica de 40%, apenas 6 dos 20ml de álcool puro presentes na bebida entrariam na corrente sanguínea – como se a pessoa tivesse bebido apenas 15ml de destilado.

O suplemento foi comercializado online e, antes de esgotar, a cartela com 30 comprimidos custava £ 30 libras (cerca de R$ 195 reais, na cotação de 6 de julho de 2022). Existem dois tipos de comprimidos no produto: um para ser tomado 12 horas antes de beber e outro para ser ingerido uma hora antes.

O que a ciência diz?

A resposta curta é: não há milagre contra a ressaca porque o álcool age de forma diferente em cada um. A crítica da maioria dos especialistas quanto ao suplemento é sobre a pouca literatura científica que embasa o produto. Segundo o pesquisador Joris Verster, o artigo apresentado pela Myrkl apenas “refere-se aos efeitos agudos observados diretamente após o consumo de um copo de vodka.”

Sally Adams, professora de Psicologia da Universidade de Birmingham, explicou ao Euronews Next que ressaca reúne desidratação, dor de cabeça, desequilíbrio de eletrólitos, irritação do estômago e do intestino — o que, segundo ela, são "processos muito complexos para que um produto seja capaz de solucionar.”

O comprimido segue esgotado e não há previsão de comercialização no Brasil.

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