Sistema Solar tem mais de 1 milhão de asteroides; saiba mais sobre eles

3 min de leitura
Imagem de: Sistema Solar tem mais de 1 milhão de asteroides; saiba mais sobre eles
Imagem: Shutterstock
Avatar do autor

Asteroides são rochas espaciais que circulam pelo Universo. Esses objetos são sobras da formação dos planetas e estão longe de ser raros. Só no nosso sistema solar, já se conhecem mais de 1 milhão deles.

A maior parte são pedacinhos pequenos, mas alguns poucos são grandes o suficiente para confundir os astrônomos. Conheça um pouco mais sobre os principais asteroides que estão por aqui, na nossa vizinhança no Sistema Solar.

Asteroides são numerosos no sistema solar, já conhecemos mais de 1 milhão deles (Fonte: Shutterstock)Asteroides são numerosos no sistema solar, já conhecemos mais de 1 milhão deles (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

O nosso sistema solar surgiu há mais de 4 bilhões de anos. Durante os primeiros anos de vida do Sol, uma quantidade imensa de destroços orbitava a estrela central. Essas rochas e gases se juntaram e formaram o que conhecemos hoje por planetas.

Entretanto, nem todas foram sequestradas em torno de um centro de massa maior. Algumas até tentaram, mas não atingiram tamanho suficiente para serem consideradas um planeta - hoje, são os planetas anões.

E não foram poucas as que sobraram. Hoje, a NASA soma o total exato de 1.113.527 asteroides descobertos. E os astrônomos estão longe de conhecer todos eles.

Zonas ricas em asteroides

No nosso sistema solar existem três zonas especialmente ricas em asteroides. São elas o cinturão principal, as orbitas de grandes planetas e o cinturão de Kuiper.

O cinturão principal concentra a maioria desses corpos. Localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, essa região está próxima do planeta Terra e por isso é nela onde encontramos a maioria das rochas já identificadas pelos astrônomos.

Acredita-se que tenha sido a gravidade muito forte do gigante Júpiter que tenha impedido que um novo planeta se formasse nessa região do espaço. Por isso, esses objetos permanecem fragmentados até hoje.

Entre Marte e Júpiter existe uma zona rica nessas rochas, o cinturão de asteroides (Fonte: Shutterstock)Entre Marte e Júpiter existe uma zona rica nessas rochas, o cinturão de asteroides (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

Mas não é só no cinturão que é possível encontrá-los. As próprias órbitas planetárias também contêm uma certa quantidade de rochas. É que o poder de atração de um planeta é capaz de manter rochas menores o acompanhando.

Júpiter, Marte, Netuno e até mesmo nossa Terra possuem esses corpos, que são chamados de Troianos. Mas não precisa se alarmar, eles não podem colidir com o nosso mundo por uma razão matematicamente simples.

A região onde circulam é especial, e determinada matematicamente em função das forças gravitacionais. Esse local específico são os chamados pontos Lagrangeanos L4 e L5.

O asteroide Psyche é um dos corpos do cinturão de asteroides que será alvo de uma missão da NASA (Fonte: Wikimedia Commons/NASA/JPL-Caltech/ASU/Peter Rubin)O asteroide Psyche é um dos corpos do cinturão de asteroides que será alvo de uma missão da NASA (Fonte: Wikimedia Commons/NASA/JPL-Caltech/ASU/Peter Rubin)Fonte:  Wikimedia Commons 

Além desses todos, os cientistas estão descobrindo agora uma nova região que pode ser um cinturão repleto de rochas ainda desconhecidas. Batizado como cinturão de Kuiper, ela se estende para além de Netuno.

Cobrindo uma faixa de 20 UA - unidades astronômicas - ele contém um número grande de corpos pequenos e alguns dos maiores asteroides já encontrados.

A origem dessas rochas ainda é misteriosa. Acredita-se que ela possa ter surgido a partir de uma nebulosa muito próxima do sistema solar que foi fragmentada pela gravidade dos planetas mais próximos, mas ainda faltam evidências para comprovar essa teoria.

Como são descobertos os asteroides?

No século 18, os astrônomos descobriram uma lei capaz de prever com precisão incrível a distância entre os planetas do nosso sistema solar. Batizada como lei de Titus-Bode, ela se tornou muito popular, mas havia um problema.

Seguindo a progressão, deveria haver um planeta entre Marte e Júpiter que nenhum observador do céu era capaz de encontrar. A lei estava perdendo popularidade até que, em 1781, William Herschel descobriu Urano exatamente onde os cálculos previam.

Com essa nova evidência, foi dada a largada para a corrida na busca do planeta perdido. Astrônomos e amadores, todos olhavam incessantemente para o céu, mas ninguém conseguiu bater Giuseppe Piazzi.

Vesta, um dos primeiros asteroides descobertos, foi confundido com um planeta (Fonte: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)Vesta, um dos primeiros asteroides descobertos, foi confundido com um planeta (Fonte: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)Fonte:  NASA 

O italiano encontrou um corpo celeste, em 1801, batizado como Ceres. Ele parecia ser a resposta para o problema, mas logo uma coisa ficou clara: era muito pequeno para ser um planeta.

Nos anos seguintes foram descobertas novas rochas menores na região: Pallas, Juno e Vesta. Ficou óbvio então que não se tratavam de planetas, mas de um novo tipo de objeto espacial: os asteroides.

Em 1845 foi descoberto o quinto deles, Astraea. Desde então, quase todos os anos foram encontrados novos objetos. Naquela época, eram encontrados através de telescópios e muito estudo sobre as cartas celestes.

Hoje, astrônomos fazem uso de equipamentos modernos, como capacidade de detecção da luz em diferentes frequências de radiação, alguns até mesmo dedicados exclusivamente à essa tarefa.