Pentágono realiza audiência sobre OVNIs pela 1ª vez em 50 anos

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Autoridades dos Estados Unidos realizaram nessa terça-feira (17), em Washington, a primeira audiência pública do Congresso americano sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) em mais de 50 anos. No encontro, foi revelada a existência de pelo menos 400 relatos oficiais a respeito de fenômenos sem explicação deste tipo.

Líder da nova força-tarefa do Pentágono responsável pelas investigações, o vice-diretor de inteligência naval dos EUA, Scott Bray, foi um dos participantes do painel na capital americana. De acordo com ele, o aumento da quantidade de avistamentos está ligado a vários fatores, como a popularidade de drones, novas tecnologias de sensores e os lançamentos de balões.

Durante sua participação, o especialista disse que as observações “são frequentes e contínuas”, principalmente nas áreas de treinamento militar. Bray também apresentou dois vídeos para ilustrar como os pesquisadores têm poucos dados para determinar o que é a maioria destes objetos, apesar dos avanços tecnológicos.

OVNI captado pelas câmeras de um caça americano em 2021.OVNI captado pelas câmeras de um caça americano em 2021.Fonte:  CBS/Reprodução 

Também presente na audiência, o subsecretário de Defesa dos EUA para inteligência e segurança Ronald Moultrie reforçou a insuficiência dos dados coletados para identificar os objetos. Diante disso, ele revelou que os militares tratam o fenômeno como algo perigoso para a segurança aérea e a segurança geral, revelando a necessidade de determinar as origens dos OVNIs.

Possíveis explicações

Desde décadas passadas, o termo OVNI tem sido associado a supostas espaçonaves alienígenas. Porém, Bray comentou, no painel do Congresso, que os investigadores não encontraram qualquer evidência de que esses objetos tenham origens extraterrestres, pelo menos até o momento.

Nos relatórios mais recentes, o Pentágono tem, inclusive, tratado os avistamentos como fenômenos aéreos não identificados (UAPs, na sigla em inglês), em substituição à expressão popularmente tida como referência aos discos voadores. Em 2021, o órgão de defesa apresentou algumas possíveis explicações para os casos observados no país.

Disco voador? Militares disseram não haver evidência de origem extraterrestre dos objetos avistados.Disco voador? Militares disseram não haver evidência de origem extraterrestre dos objetos avistados.Fonte:  Shutterstock 

Os documentos, recuperados durante a audiência, revelaram que os UAPs podem ser fenômenos atmosféricos naturais, como vapor ou cristais de gelo capturados por sensores infravermelhos. Objetos dispersos no ar, incluindo balões, pássaros e até mesmo plásticos identificados erroneamente por radares também são listados.

Tecnologias confidenciais em desenvolvimento por empresas e governos e dispositivos criados por governos estrangeiros adversários, como Rússia e China, são outras possibilidades comentadas pelas autoridades. O relatório cita ainda a categoria “outros”, na qual estão explicações que não se enquadram nas demais, devido à necessidade de novos conhecimentos científicos.

“Ameaça potencial à segurança nacional”

O debate no Congresso dos EUA também revelou que os investigadores não possuem nenhuma peça ou destroço destes objetos observados no céu. Segundo Bray, não houve colisões entre eles e os aviões americanos, mas já foram registrados pelo menos 11 “quase acidentes”.

Sem entrar em detalhes, o oficial do Pentágono contou que outros países possuem equipes igualmente dedicadas à investigação desses fenômenos aéreos sem explicação até o momento. Alguns deles chegam a compartilhar suas descobertas com os EUA e vice-versa.

Neste caso, o objeto triangular foi identificado posteriormente como sendo um drone.Neste caso, o objeto triangular foi identificado posteriormente como sendo um drone.Fonte:  Forbes/Reprodução 

Embora não se saiba o que sejam nem de onde vieram, os OVNIs (ou UAPs) são tratados pelo governo americano como reais, podendo representar uma ameaça à segurança do país. “Eles precisam ser investigados. E quaisquer ameaças que representem precisam ser mitigadas”, ressaltou o deputado democrata André Carson no encontro, que também contou com uma sessão privada.

Vale lembrar que a última audiência pública sobre objetos voadores não identificados realizada pelas autoridades americanas aconteceu na década de 1960. A reunião ocorreu antes do fim do “Projeto Livro Azul” da Força Aérea dos EUA, que durou até 1969,  sendo responsável por investigar os avistamentos no país.

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