Usar redes sociais antes de dormir pode causar insônia, diz estudo

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O acesso às redes sociais ou qualquer tipo de plataforma interativa da internet logo antes de dormir pode levar a distúrbios do sono, que favorecem o surgimento de doenças prejudiciais à saúde mental, como ansiedade e depressão.

Quem faz o alerta é a médica Sandra Doria, pesquisadora do Instituto do Sono, instituição sem fins lucrativos que financia pesquisas científicas nessa área de conhecimento.

Citando um estudo feito em 2015, na Noruega, com uma população de quase 10 mil adolescentes entre 16 e 19 anos, publicado na revista BMJ Open, ela afirma, em comunicado da instituição, que a tendência de acessar as redes sociais antes de dormir é muito comum principalmente entre os jovens. Porém, esse hábito prejudica o mecanismo natural do adormecimento, que demanda uma atmosfera relaxante e menos iluminada antes de dormir.

Isso ocorre porque a exposição do cérebro à luz azul emitida por celulares e tablets inibem a produção de melatonina, hormônio que induz o corpo ao sono e ao jejum. Como a liberação da substância é regulada pelos olhos (pela diminuição de luz) e pelo cérebro, os chats e a postagem de mensagens faz com que os internautas fiquem acordados por mais tempo e durmam em horários inconstantes.

Insônia, ansiedade e depressão

Fonte: cottonbro/Pexels/Reprodução.Fonte: cottonbro/Pexels/Reprodução.Fonte:  cottonbro/Pexels 

Quanto à conexão entre alterações do sono e ansiedade, ela é bidirecional, segundo Sandra Doria. “O paciente com dificuldade para dormir acorda com fadiga, sonolento, cansado e pouco produtivo, passando o dia preocupado com a situação que vai vivenciar à noite. Pode até criar uma aversão a ir para a cama, por pensar que irá dormir mal, não terá um sono reparador”, explica a médica.

A relação entre insônia e depressão também é bilateral, diz Doria. “O paciente dorme mal e acaba colocando isso como grande problema, o que favorece a depressão”. Em contrapartida, cerca de 90% dos pacientes depressivos apresentam algum tipo de distúrbio do sono, como insônia, apneia obstrutiva do sono ou a síndrome das pernas inquietas.

Esses distúrbios interferem na duração e na gravidade dos episódios depressivos, bem como no risco de recaídas. E, mesmo entre os pacientes já tratados e com remissão completa para os sintomas afetivos de depressão, "a insônia pode permanecer como um sintoma residual", afirma a médica.

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