Cientistas conseguem regenerar perna amputada de sapo

1 min de leitura
Imagem de: Cientistas conseguem regenerar perna amputada de sapo
Imagem: Pouzin Olivier/Tufts

De acordo com um estudo realizado pelas universidades de Harvard e Tufts (Estados Unidos), publicado na revista Science Advances, cientistas conseguiram regenerar membros decepados de sapos africanos com garras (Xenopus laevis). Eles usaram um tipo de curativo de silicone capaz de ajudar no crescimento do membro perdido.

Após os sapos perderem as perninhas, em até 24 horas, os pesquisadores usaram um curativo chamado BioDome para cobrir o ferimento e, então, iniciar um processo de 18 meses para a regeneração completa. Dessa forma, os cientistas conseguiram o crescimento de “pernas funcionais” nos anfíbios.

O BioDome é fabricado com gel de proteína de seda e um coquetel de cinco drogas, cada uma delas com um propósito diferente, como conter a inflamação, inibir a produção dos colágenos responsáveis pelas cicatrizes e estimular o crescimento de fibras, vasos sanguíneos e músculos.

Sapo da espécie Xenopus laevisSapo da espécie Xenopus laevisFonte:  Shutterstock 

Normalmente, a espécie Xenopus laevis recompõe facilmente caudas e membros traseiros quando são girinos, contudo, eles perdem a habilidade ao se tornarem adultos. Assim, os cientistas usaram os “poderes” do próprio animal para reconstruir uma perna funcional — é importante destacar que, apesar de funcional, a perna não era exatamente perfeita.

O futuro da regeneração

“É emocionante ver que as drogas que selecionamos estavam ajudando a criar um membro quase completo. O fato de ter sido necessária apenas uma breve exposição às drogas para iniciar um processo de regeneração de meses sugere que sapos e talvez outros animais possam ter capacidades regenerativas adormecidas que podem ser acionadas”, disse uma das principais autoras do estudo, Nirosha Murugan.

Os cientistas já começaram a realizar testes em ratos, contudo, existe uma dificuldade enorme nesse caso, já que os roedores não se regeneram tão bem quanto os anfíbios. Existe até a possibilidade de fornecer o tratamento a humanos, mas antes é necessário realizar outras pesquisas para entender como o processo regenerativo funciona.

ARTIGO Science Advances: doi.org/10.1126/sciadv.abj2164