Telescópio espacial James Webb chega a seu destino final

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O novo telescópio superpotente da NASA, James Webb, chegou na segunda-feira (24) ao seu destino final. A notícia foi confirmada pela agência espacial americana. O local foi atingido após a última manobra de correção de trajetória prevista para o objeto.

Agora, Webb orbitará o sol em torno do chamado segundo ponto de Lagrange, ou L2, a quase 1,6 milhões de quilômetros  da Terra. “Webb, bem-vindo a casa!”, diz o administrador da NASA, Bill Nelson, nas redes sociais.

O grande sucesso das manobras de correção de trajetória são animadores. Segundo a agência, os cientistas foram capazes de economizar combustível o suficiente para garantir o funcionamento do telescópio por mais de 10 anos, se nenhum imprevisto acontecer nesse tempo.

A órbita escolhida para o telescópio permitirá aos pesquisadores uma visão ampla do universo a qualquer momento. Mas ainda faltam muitos passos para que as primeiras imagens sejam obtidas por ele.

É que nos próximos dias uma nova etapa delicada terá início. Webb carrega um grande escudo para protegê-lo do calor do sol que precisa ser desdobrado. Essa etapa é controlada remotamente, a partir da Terra, pelos agente da NASA.

Depois disso, ainda levarão mais alguns meses até que todos os instrumentos do telescópio sejam calibrados. Os físicos e engenheiros deverão alcançar uma precisão de nanômetros para todos os dispositivos de medição a bordo do Webb.

A trajetória de Webb até agora

James Webb foi descrito como "o maior, mais poderoso e complexo telescópio espacial já construído e lançado" pela própria NASA, que garante que ele irá revolucionar o campo da astronomia.

O equipamento tem 6,5 mil quilos e oito segmentos de espelhos que, combinados, possuem 6,5 metros de diâmetro. A bordo, leva instrumentos capazes de garantir uma resolução invejável de imagens do espaço, principalmente no infravermelho.

Essa faixa de comprimentos de onda foi escolhida em particular porque um dos principais objetivos de Webb é obter dados que nos ajudem a descobrir como as primeiras estrelas e galáxias se formaram.

O telescópio foi enviado ao espaço no dia 25 de dezembro, de carona em um foguete Ariane 5, partindo aqui da América do Sul, na Guiana Francesa. Desde então, teve que realizar três manobras de correção de trajetória, a última vencida hoje, que o colocou na sua órbita final.

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