Dragões-de-komodo: aquecimento global pode extinguir espécie, diz estudo

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O dragão-de-komodo (varanus komodoensis), conhecido como o maior lagarto da natureza, está em perigo de extinção por conta das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global e o aumento do nível do mar. A extinção é prevista em três dos cinco maiores habitats desses animais — eles podem pesar até 135 kg e medir até 3 metros de comprimento.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Adelaide e Universidade Deakin, na Austrália, o aquecimento global deve impactar diretamente o habitat natural dos dragões-de-komodo — inclusive, esses habitats já são considerados restritos. Infelizmente, as estratégias atuais de conservação do planeta não são suficientes para reduzir o declínio da espécie.

Preservação da espécie

Durante a pesquisa, os cientistas perceberam que os animais que vivem em ilhas protegidas correm menos risco de serem afetados pelo aquecimento global. Por isso, é possível que os dragões-de-komodo sejam deslocados para locais mais seguros nas próximas décadas.

Dragão-de-komodoDragão-de-komodoFonte:  Unsplash 

"Realizar intervenções e estabelecer novas áreas que mantenham a qualidade no futuro, mesmo que globalmente, podem funcionar para diminuir os efeitos das mudanças de habitats nos dragões-de-komodo”, disse a principal autora do estudo, Alicia Jones.

A pesquisa, publicada em 2020 na revista científica Ecology and Evolution, também revela que, se a humanidade não tomar medidas imediatas para reduzir os efeitos das mudanças climáticas, muitas outras espécies podem ser extintas.

A espécie Varanus komodoensis já está na terra há milhares de anos, contudo, atualmente há apenas cerca de 4 mil dragões que continuam vivendo na natureza — seus antepassados datam de milhões de anos. A maior parte dos lagartos vivem em cinco ilhas que fazem parte do Parque Nacional de Komodo, na Indonésia.

ARTIGO Ecology and Evolution: doi.org/10.1002/ece3.6705