Vaping: cigarro eletrônico faz aumentar chances de ter disfunção erétil

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Um estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine mostrou que homens que fumam vape (cigarro eletrônico) têm o dobro de chances de desenvolver disfunção erétil. Publicado dia 30 de novembro, o estudo foi o primeiro a verificar a associação entre o uso de cigarros eletrônicos e a saúde sexual masculina.

Foram analisados dados do Population Assessment of Tobacco and Health, pesquisa sobre o uso do tabaco nos Estados Unidos. Para o estudo, foram considerados dois grupos: a amostra total, com 13,7 mil homens de 20 anos ou mais; e outra com 11,2 mil, que excluiu participantes com mais de 65 anos ou histórico de doenças cardiovasculares, dada a maior ocorrência de disfunção erétil nesta população.

Em ambos os grupos, usuários de cigarros eletrônicos reportaram disfunção erétil com maior frequência que aqueles que nunca foram usuários, com mais do que o dobro de chance de apresentar a condição.

Imagem mostra modelos de cigarros eletrônicosImagem mostra modelos de cigarros eletrônicosFonte:  Shutterstock 

As evidências sugerem que a nicotina presente no vape reduz o fluxo sanguíneo, prejudicando o funcionamento erétil normal. Pesquisas em roedores apontam também para a hipótese de que a exposição aos líquidos de refil dos cigarros eletrônicos reduz os níveis de testosterona em circulação, prejudicando a performance sexual.

Riscos do vape ainda são pouco explorados

O vape é frequentemente percebido como menos danoso do que o cigarro comum, sendo até mesmo usado por quem deseja parar de fumar. Apesar disso, os pesquisadores advertem que podem existir riscos ainda não explorados, e estudos realizados nos últimos anos corroboram tais informações.

Omar el Shahawy, autor do estudo e professor assistente do Departamento de Saúde Populacional da NYU (New York University) disse à Insider que cigarros eletrônicos provavelmente são menos prejudiciais que cigarros normais, mas o vaping não é isento de riscos e também deve ter seu uso limitado.

Os efeitos de longo prazo ainda precisam ser mais avaliados, incluindo a disfunção erétil. Segundo os pesquisadores, as taxas de impotência sexual podem ser ainda maiores, já que envolvem dados declarados pelos próprios participantes.

Outras limitações do estudo incluem a ausência de informações sobre possíveis medicações tomadas pelos participantes que podem ter a disfunção erétil como efeito colateral, tais como antidepressivos ou betabloqueadores.

ARTIGO American Journal of Preventive Medicine: https://doi.org/10.1016/j.amepre.2021.08.004