Lucy: nova missão lançada pela NASA vai estudar história do sistema solar

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A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) lançou ao espaço com sucesso no último sábado (16) o foguete Atlas V. A descolagem, realizada no Cabo Canaveral, na região do estado da Flórida, é o primeiro passo da jornada da ambiciosa missão Lucy.

Batizada em homenagem ao esqueleto de um dos mais antigos ancestrais dos seres humanos já encontrado, Lucy é também o nome da sonda que vai estudar um conjunto de asteroides conhecidos como os "troianos de Júpiter".

O objetivo da missão é estudar a formação do sistema solar em si, já que esses corpos celestes antigos são tidos como "vitais" para compreender a história da formação dos planetas, luas e cinturões de asteroides ao redor do Sol.

A trajetória da sonda Lucy para visitar os dois grupos de asteroidesA trajetória da sonda Lucy para visitar os dois grupos de asteroidesFonte:  NASA 

A viagem de Lucy será demorada: após os impulsos gravitacionais, que operam em forma de estilingue, ela só deve se aproximar do primeiro "alvo" em 2027.

Entretanto, após 2033, quando o último deles for devidamente analisado, ela pode continuar os estudos recomeçando a ordem até parar de funcionar totalmente.

Trabalho intenso

Após a separação do Atlas V, a sonda Lucy aproveitou painéis solares e impulsos gravitacionais da Terra para continuar a jornada. Os asteroides troianos de Júpiter levarão 12 anos para serem estudados e serão acompanhados em turnos — uma missão até então inédita para a NASA em relação ao complexo número de destinos diferentes e manobras necessárias para a sonda.

Os sete alvos da operaçãoOs sete alvos da operaçãoFonte:  NASA 

Os asteroides em questão ficam em dois grandes pelotões equidistantes do Sol e de Júpiter, mantidos pela gravidade do planeta e da estrela. Ao todo, sete corpos celestes serão estudados, com medições em tamanho, estrutura, superfície, temperatura e forma.

Além de entender melhor como ocorreu a formação do sistema solar, a missão pode encontrar mais indícios do funcionamento gravitacional dos planetas, já que alguns dos asteroides da região parecem ter origens bem diferentes.

O mapa da viagem

A premissa dos pesquisadores é de que eles vieram de diferentes regiões da galáxia, na época em que os planetas também estavam em processo de formação. Dois grupos de corpos celestes, por exemplo, podem ter vindo do chamado Cinturão de Kuiper, que fica próximo da órbita de Netuno, enquanto um segundo grupo seria originário do cinturão que fica entre Marte e Júpiter.

Uma ilustração de Lucy em funcionamento, próxima de um asteroide e com os paineis solares em funcionamentoUma ilustração de Lucy em funcionamento, próxima de um asteroide e com os paineis solares em funcionamentoFonte:  NASA 

O último asteroide a ser visitado pela missão é o Donaldjohanson, nome que presta homenagem ao paleontólogo Donald Johanson, que foi o responsável pela descoberta do fóssil de Lucy em 1974, durante escavações na região da Etiópia.

Fontes