Check-up: riscos da hipertensão e outros destaques de saúde na semana

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Imagem: Chompoo Suriyo/Shutterstock
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Às sextas-feiras, o TecMundo reúne as principais notícias de saúde da semana em um só lugar.

Nesta semana, falamos sobre os riscos da hipertensão, um modelo matemático para ganhar mais músculos e as cobras e cavalos que podem ajudar na luta contra o coronavírus.

Mal silencioso

Um grande estudo internacional, feito com dados de mais de 180 países, concluiu que cerca de 700 milhões de pessoas vivem com hipertensão sem tratar. De acordo com a pesquisa, que teve a participação de mais de mil médicos, o número de hipertensos com idades entre 30 e 79 anos nas últimas três décadas foi de 650 milhões para 1,28 bilhão.

Boa parte das pessoas com a doença nunca receberam o diagnóstico, o que torna o controle da hipertensão ainda mais difícil.

"É uma falha de saúde pública que tantas pessoas com pressão alta no mundo ainda não estejam recebendo o tratamento de que precisam” (Majid Ezzati, professor de Saúde Ambiental Global do Imperial College London e um dos autores do estudo).

A pandemia de coronavírus deve acender um alerta adicional: as restrições de circulação deixaram as pessoas mais sedentárias, e a falta de atividade física está entre as principais causas da hipertensão.

É hora de voltar a se mexer

Sim, chegou a hora. Mas os especialistas recomendam uma passadinha no médico antes de retomar qualquer atividade física regular, principalmente para quem já teve covid-19 e pode estar com alguma sequela cardíaca ou pulmonar escondida.

CorridaPessoas participam de corrida de rua (créditos: Pavel1964/Shutterstock)

Vale lembrar que mexer o corpo previne inúmeros males e até pode turbinar a nossa memória, como explicou nosso colunista, o neurocientista Fabiano de Abreu.

Não podemos esquecer que a pandemia ainda está em curso, então prefira atividades ao ar livre, ou com muito distanciamento físico de outras pessoas. Máscaras ainda são necessárias, mesmo para quem já está com o ciclo de vacinação completo.

No pain, no gain?

Já que estamos falando sobre mexer o esqueleto; um grupo de matemáticos (quem diria!) elaborou um modelo que determina qual o esforço adequado para ter um maior ganho de massa muscular.

Em resumo, os pesquisadores afirmam que levantar pesos com cerca de 30% a 70% da carga máxima que a pessoa suporta são as melhores opções. Ou seja, sair levantando todo o peso que você consegue pode não trazer o melhor resultado (e ainda causar danos ao corpo).

O vírus

Notícias da pandemia

Nesta semana, a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que está monitorando uma variante do SARS-CoV-2 que tem potencial de se tornar mais transmissível e de escapar das vacinas disponíveis.

A variante mu (pronuncia-se mi), foi detectada pela primeira vez na Colômbia e já está presente em outros países da América do Sul e da Europa.

CoronavírusHomem de máscara anda de bicicleta em Maringá, no Paraná (créditos: Jair Ferreira Belafacce/Shutterstock)

Na classificação da OMS, a mu é uma variante de interesse (que ainda precisa ser monitorada de perto para que seu risco seja bem conhecido). Isso é diferente de uma variante de preocupação, como a delta, que comprovadamente é mais transmissível e um pouco mais resistente às vacinas com relação às variante anteriores.

Mas nem tudo é notícia ruim. Falamos também sobre como cavalos e cobras podem nos ajudar na luta contra o coronavírus. Como isso pode acontecer?

A pesquisa com os cavalos está mais avançada, e usa os animais para produzir um soro cheio de anticorpos que pode ser usado como remédio em pacientes que não conseguem combater o vírus por conta própria. Veja mais no vídeo abaixo.

Já a pesquisa com as cobras está em estágio inicial: cientistas do Instituto de Química da Unesp (Universidade Estadual Paulista) descobriram que um peptídeo (pedaço de uma proteína) presente no veneno da Jararacuçu bloqueia uma enzima do SARS-CoV-2 responsável pela reprodução do coronavírus.

Agora, os pesquisadores devem avaliar a eficácia da molécula em experimentos pré-clínicos (em animais), e só depois a substância (que não é tóxica) deve ser testada em humanos.