Governo diz que vai monitorar qualidade do ar nas maiores cidades do Brasil

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Entre as ações planejadas para o Dia Interamericano da Qualidade do Ar, comemorado na última sexta-feira, o Ministério do Meio Ambiente anunciou na segunda-feira (23) que passará a monitorar a qualidade do ar das grandes cidades brasileiras.

As informações sobre poluição atmosférica serão divulgadas em tempo real para a população através de um site e de um aplicativo para celular.

O aplicativo será parte do Sistema Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar, ou simplesmente MonitorAr, uma plataforma alimentada automaticamente por dados fornecidos por estações localizadas nos estados, e de acordo com os padrões internacionais de classificação. A ideia, segundo o ministério, é agregar informações de todas as estações do Brasil.

Para isso, deverão ser instaladas estações de monitoramento em 17 estados brasileiros que ainda não contam com esse tipo de estrutura. Elas se juntarão às 126 já em funcionamento nos estados da Bahia, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de São Paulo, que já se encontram integradas ao novo sistema.

Monitorar o ar para prevenir doenças

Incêndio do Juqueri impactou a qualidade do ar na Grande São Paulo (Fonte: Prefeitura Municipal de Franco da Rocha/Facebook/Reprodução.)Incêndio do Juqueri impactou a qualidade do ar na Grande São Paulo (Fonte: Prefeitura Municipal de Franco da Rocha/Facebook/Reprodução.)Fonte:  Prefeitura Municipal de Franco da Rocha/Facebook 

O lançamento do MonitorAr ocorreu no mesmo dia em que a cidade de São Paulo registrou, pela primeira vez desde 1996, a classificação de "péssimo" para a qualidade do ar. O índice foi medido na estação de Perus, na zona noroeste paulistana, e refletiu o impacto de um incêndio que devastou 80% do Parque Estadual do Juquery. Após o controle das chamas, a qualidade do ar apresentou uma tendência a melhora, porém ainda é considerada insatisfatória.

Ao divulgar o Guia Técnico para o Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar, o ministério afirma que o monitoramento é indispensável na prevenção de doenças respiratórias e para o combate às chuvas ácidas que corroem materiais e poluem os solos.