Michael J. Fox e IBM usam inteligência artificial contra Parkinson

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A Michael J. Fox Foundation, criada pelo ator de mesmo nome que interpretou Marty McFly na série de filmes "De Volta para o Futuro", publicou um artigo no qual mostra um modelo de inteligência artificial (IA) capaz de prever a progressão dos sintomas do mal de Parkinson.

A pesquisa, realizada em parceria com a IBM, foi divulgada no fim de julho na revista científica The Lancet Digital Health.

Michael J. Fox anunciou ter a doença em 1998, mas havia recebido o diagnóstico sete anos antes, quando estava com 29 anos de idade. A fundação surgiu em 2000 como parte dos esforços do ator para ajudar pessoas que sofrem com a mesma condição  – estima-se que hoje mais de seis milhões de indivíduos tenham Parkinson.

Michael J. FoxO ator Michael J. Fox durante as gravações de "De Volta para o Futuro" (1985)Fonte: Divulgação

O Parkinson é caracterizado pelo tremor nas mãos. Contudo, outros sintomas podem aparecer dessa condição degenerativa, como lentidão e rigidez dos membros, e perda de equilíbrio. Trata-se de uma doença que afeta o sistema nervoso central e é causada pela diminuição progressiva e intensa na produção de dopamina, neurotransmissor que ajuda na comunicação das células nervosas.

O desafio dos cientistas é entender como a doença começa e quais são os tratamentos mais eficazes — mas essa não é uma tarefa fácil. Como os próprios pesquisadores destacam, o Parkinson tem uma progressão variável de sintomas em todos os pacientes, o que dificulta esse trabalho.

O modelo que utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina vem para resolver exatamente esse problema, agrupando os dados e oferecendo uma alternativa para combater a evolução progressiva da doença.

O uso de IA vem para apoiar o que os médicos chamam de gerenciamento de pacientes e o design de estudos clínicos. O modelo criado com base no aprendizado de máquina é capaz de prever a progressão dos sintomas (motores e não-motores) em termos de tempo e gravidade.

A tecnologia utiliza como aprendizagem o que os cientistas chamam de dados longitudinais do paciente, que representa a descrição do estado clínico de alguém que sofre com Parkinson ao longo do tempo. Os pesquisadores esperam que o uso desse modelo seja capaz de oferecer aos médicos uma nova ferramenta para prever a progressão da doença.

As instituições envolvidas na pesquisa afirmam que o uso dessa tecnologia vai permitir um manejo melhor do tratamento da doença. Como resultado, os pesquisadores poderão identificar com mais assertividade os candidatos para ensaios clínicos mais específicos e eficazes para cada condição da doença.

ARTIGO The Lancet Digital Health: doi.org/10.1016/S2589-7500(21)00101-1