App TrateCov não sofreu ataque cibernético, afirma TCU

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A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que o aplicativo TrateCov, do Ministério da Saúde, não sofreu nenhum ataque cibernético. A conclusão foi divulgada nessa quarta-feira (28), após a aprovação da auditoria realizada na ferramenta online pelos especialistas do órgão.

Lançado em janeiro pelas autoridades de saúde do governo federal, o app foi desenvolvido para auxiliar médicos no diagnóstico da covid-19. No entanto, ficou marcado por recomendar o uso de cloroquina contra a doença, medicamento cuja eficácia em relação ao coronavírus não é comprovada cientificamente, e acabou saindo do ar.

As investigações do TCU em relação à suposta invasão ao TrateCov começaram após o ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello dizer, durante depoimento à CPI da Covid, que o programa havia sido violado. Posteriormente, foi a vez da secretária do Ministério, Mayra Pinheiro, afirmar ter acontecido uma extração indevida dos dados do software.

O TrateCov ficou pouco tempo no ar, mas o suficiente para receber uma enxurrada de críticas.O TrateCov ficou pouco tempo no ar, mas o suficiente para receber uma enxurrada de críticas.Fonte:  G1/Reprodução 

Mas de acordo com a área técnica do Tribunal, não foi encontrado nenhum “incidente” que possa ser associado a uma suposta violação do app. “Não foram identificados indícios de que tenha havido violação do código-fonte do TrateCov”, escreveram os especialistas, contrariando a tese defendida por Pazuello e Pinheiro.

Diagnóstico de covid-19 e tratamento precoce

Na auditoria, os técnicos do TCU disseram que o usuário precisava apenas informar dois sintomas de covid-19 para que o TrateCov indicasse como resultado um provável diagnóstico da doença causada pelo Sars-CoV-2. Em seguida, o sistema sugeria a utilização de remédios ineficazes para tratar a enfermidade, incluídos no "kit covid".

Dessa forma, quaisquer sinais apontados por quem usasse o app seriam suficientes para o mesmo diagnóstico sempre, segundo o relatório. Durante a simulação, foram testadas combinações como dor de cabeça e náuseas, por exemplo, entre outras, todas terminando com a mesma recomendação de “tratamento precoce”.