5 curiosidades astronômicas da semana #AstroMiniBR [09/07]

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Imagem: NASA/JPL-Caltech
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Toda sexta-feira, o TecMundo e o AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar o conhecimento dessa ciência, que é a mais antiga de todas!

Nesta semana, temos ondas gravitacionais; um telescópio do tamanho da Terra; o peso de uma estrela; e mais. Vamos lá?

#1: Olha a onda! (ou só olha a onda!)

Com os dados de ondas gravitacionais de 2015, físicos do MIT conseguiram comprovar o teorema de Hawking! Quando dois buracos negros se fundem, parte da massa do sistema é expelida através de ondas no tecido do espaço tempo, que chamamos de ondas gravitacionais. A primeira vez que foram detectadas foi em 2015. Agora, essa nova forma de conhecimento segue ampliando o horizonte do conhecimento humano!

Em 1971, Stephen Hawking propôs, matematicamente, que a área do horizonte de eventos de um buraco negro não poderia nunca encolher. Isso significa que, depois da fusão de dois buracos negros, a area total antes da fusão deve ser a mesma que a area total de depois da fusão. 50 anos depois e as observações comprovam o teorema!

#2: Um telescópio do tamanho da Terra

Quanto maior um telescópio, conseguimos observar objetos menores no céu. Agora, o quão grande pode ser um telescópio? O maior telescópio físico do mundo está na China e tem 500 metros de diâmetro. Os limites da engenharia são testados todas as vezes que astrônomos precisam de olhos maiores para olhar para o céu.

Agora, e um telescópio do tamanho da Terra? Uma técnica chamada interferometria permite que combinamos observações de diferentes telescópios em locais diferentes da Terra e a distância entre eles é o equivalente a um telescópio virtual! Se você colocasse um telescópio no Rio de Janeiro e outro em São Paulo seria como ter um telescópio virtual com 600 km de diâmetro! Com essa técnica, a colaboração Event Horizon Telescope usou telescópios em diferentes pontos do globo para criar um telescópio virtual do tamanho da Terra e observar, pela primeira vez, um buraco negro!

Localização na Terra dos Observatórios que participam da colaboração Event Horizon Telescope, criando um telescópio virtual do tamanho da Terra!Localização na Terra dos Observatórios que participam da colaboração Event Horizon Telescope, criando um telescópio virtual do tamanho da Terra!Fonte:  ESO 

#3: Saindo do Sistema Solar em 3, 2, 1...

Até onde está a presença da humanidade no Universo?! Com astronomia conseguimos observar até muito muito longe, mas até onde chegamos? A sonda humana que está mais distante é a Voyager 1, que viaja há 55 anos! Ela foi a primeira sonda a sair do Sistema Solar e vai levar mais alguns milhares de anos para chegar na estrela mais próxima de nós! Parece que os seres humanos ainda precisam dominar a viagem no espaço se quisermos conhecer mais lugares!

#4: Um é pouco, dois é bom e três é demais

O quão pesada uma estrela pode ser? Uma estrela com 300 vezes a massa do Sol poderia existir? Não foi dessa vez! As primeiras observações da estrela no centro da nebulosa NGC 6357 deixaram os astrônomos confusos pois indicava a presença de uma estrela muito mais massiva do que os limites teóricos previam a partir de física estelar.

Com as observações do Telescópio Hubble, que possui uma resolução maior, foi possível ver que na verdade temos a luz de 3 estrelas no que parece uma! Essas 3 estrelas, ainda sim, são bem massivas, com algumas centenas de vezes a massa do Sol, mas estão dentro dos limites da física.

#5: Shakespeare no céu!

Perdita é uma das luas de Urano! Pela sua distância, sua existência foi colocada em cheque mais de uma vez. A primeira vez que foi detectada foi em 1986, pela sonda Voyager 2. Depois disso, demorou mais de uma década para voltar a ser observada. Em 1999 voltou a ser observada, mas sua existência voltou a ser questionada em 2001, quando deixou de ser considerada um satélite natural de Urano. Finalmente, em 2003, o telescópio Hubble conseguiu detectá-la novamente!

#Bônus: Uma Supernova fatal?

Teria sido uma supernova a responsável pela extinção do período Devoniano Superior? Um estudo busca investigar essa pergunta através de análise de isótopos de Plutônio e Samário, encontrados em alguns fósseis dessa época.

Acontece que esses isótopos não acontecem naturalmente na Terra, mas acontecem em supernovas! Uma supernova, ao explodir, tem uma grande emissão de ultravioleta, que poderia destruir a camada de ozônio e dizimar 75% da vida na Terra.