5 curiosidades astronômicas da semana #AstroMiniBR [02/07]

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Equipe TecMundo

@tec_mundo

Toda sexta-feira, o TecMundo e o AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar ainda mais o conhecimento dessa ciência, que é a mais antiga de todas! Vamos lá?

#1: Um super Saturno!

À 434 anos-luz de distância de nós, na constelação de Centauro, há uma típica estrela jovem, bastante parecida com nosso Sol. Nada de novo até aí, se não fosse a detecção, em 2007, de um grande objeto que eclipsava a estrela por dias seguidos. Observações seguintes confirmaram que se tratava de um planeta gigante gasoso com um imenso sistema de anéis, que ficou conhecido como J1407b.

De fato, o planeta é tão grande que as estimativas apontam que possa ser até 40x maior e mais massivo que Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar! O tamanho dos seus anéis não é menos impressionante: podem chegar a um diâmetro de até 180 milhões de quilômetros, muito maior que a distância da Terra ao Sol!

#2: E falando em anéis...

Já que estamos falando em anéis planetários, como é que eles se formam mesmo? Essas estruturas, presentes ao redor de planetas gasosos (como Saturno, Júpiter, Urano e Netuno) são constituídos essencialmente de pedaços de gelo e rocha. Eles se formam quando asteroides, cometas ou quaisquer outros objetos (até mesmo luas, os satélites naturais) passam muito perto do planeta e são destruídos pela sua gravidade.

Ao redor dos planetas, existe uma região no espaço, um ponto limite no qual, ao ser transposto, a gravidade será suficientemente forte para romper o objeto que se aproxima e evitar que seus fragmentos se condensem de volta em um objeto maior. Esse é o chamado Limite de Roche, nomeado em homenagem ao astrônomo francês Édouard Roche, que propôs a explicação para o fenômeno e calculou este limite teórico no ano de 1848.

#3: Da série: não é todo dia que se vê algo assim

Descoberto pelo astrônomo inglês John Herschel, em 1835, o conjunto NGC 3314 é um par de galáxias espirais sobrepostas na constelação de Hidra, distantes cerca de 120 milhões de anos-luz. Embora pareça que as duas galáxias estão interagindo gravitacionalmente em rota de colisão, na realidade, é apenas um efeito de perspectiva: elas também estão distantes dezenas de milhões de anos-luz uma da outra, observadas estando aparentemente sobrepostas apenas da Terra.

Este alinhamento raro dá aos astrônomos a oportunidade de analisar as propriedades físicas das galáxias de forma única, sobretudo a que está em primeiro plano, uma vez que as suas estruturas (como a poeira interestelar) são realçadas!

#4: O sistema planetário Kepler-90

Kepler-90 é o nome dado a uma estrela similar ao Sol, distante 2.500 anos-luz de distância de nós, na constelação de Draco. Essa estrela é famosa por ser hospedeira de um sistema planetário notável: a configuração dos seus planetas é similar à configuração do Sistema Solar! Kepler-90 também possui ao menos 8 planetas (confirmados por detecção), no qual planetas rochosos estão mais próximos da estrela e aqueles que são gigantes gasosos estão mais distantes.

Os seis planetas internos variam de “super-Terras” a “mini-Netunos” em tamanho e os dois planetas mais externos são gigantes gasosos, sendo que o último planeta está em uma órbita com aproximadamente à mesma distância que a Terra está do Sol.

#5: Um dos objetos celestes mais energéticos do Universo!

Um núcleo galáctico ativo (AGN, da sigla em inglês de active galactic nucleus) é uma região compacta no centro de galáxias que têm luminosidades muito maiores do que as normais em alguma faixa de frequência no espectro eletromagnético. Acredita-se que a radiação proveniente de um AGN seja resultante do acúmulo de matéria por um buraco negro supermassivo que está localizado justamente no centro dessa galáxia hospedeira.

Os AGNs são uma das fontes mais energéticas do Universo e são comumente categorizados em subclasses de acordo com suas características observadas e de acordo com a orientação da galáxia em relação à nossa observação.

#Bônus: E se o Sol fosse um buraco negro?!

Nada aconteceria. Pelo menos em termos de atração gravitacional, se o Sol se tornasse um buraco negro de mesma massa, nem a Terra e nem os demais os planetas sentiriam qualquer mudança em suas trajetórias, justamente porque a interação gravitacional seria a mesma!

5 curiosidades astronômicas da semana #AstroMiniBR [02/07]